Publicado 20 de Junho de 2020 - 5h30

Campinas registrou, em maio deste ano, o menor número de mortes em decorrência de acidentes de trânsito desde o mês de novembro de 2018, segundo dados divulgados ontem pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado (Infosiga-SP) - a base de estatísticas do governo paulista, que mapeia as estatísticas desde 2015. Ao todo, cinco pessoas perderam a vida em maio, exatamente o mesmo número de óbitos computados em novembro de 2018. Tratam-se, justamente, dos dois meses com menores índices de mortalidade no trânsito do município.

De acordo com o levantamento, os números de maio representam uma morte a menos do que no mesmo período de 2019, quando o Estado registrou seis óbitos. Na comparação com o mês anterior, o número mortes caiu pela metade no município, já que em abril dez pessoas morreram no trânsito campineiro. O estudo aponta ainda que entre as vitimas fatais do mês, duas eram motociclistas e outras duas ocupantes (não necessariamente o condutor) de automóveis. O falecimento de um pedestre também apareceu nas estatísticas. Sobre o local do óbito, o órgão estadual indica que três pessoas chegaram a ser socorridas para hospitais em maio, enquanto dois faleceram na própria via. Dentre as vítimas fatais, 80% (quatro) eram do sexo masculino e 10% (uma) do feminino.

Contabilizando o total de óbitos em 2020, Campinas teve 18 mortes em janeiro, 7 em fevereiro, 11 em março e 10 em abril, além das cinco de maio, o que totaliza 51 vidas perdidas. Desse montante, 20 mortes foram causadas por atropelamento, 14 por colisão contra outros veículos, nove por choque contra poste, barreira, veículos estacionados e árvores, e oito por outros motivos não especificados no relatório. As maiores vítimas do ano foram os pedestres (21), seguido pelos motociclistas (17). Ao todo, dez dos 51 falecidos tinham entre 55 e 59 anos, e oito estavam na faixa de 18 a 24 anos. Entre os sexos, o masculino é mais contabilizou mortes no período: 86% dos óbitos.