Publicado 20 de Junho de 2020 - 5h30

O setor de Educação é um dos grandes afetados pelas consequências práticas da pandemia de coronavírus, que desde março levou ao distanciamento social e à paralisação de muitas atividades presenciais. Alunos de todas as idades, dos menores da pré-escola aos jovens universitários, passaram a ter aulas de forma remota. A adaptação em todas as esferas, tanto no setor público como no privado, tem sido desafiadora para os estudantes, suas famílias, professores e instituições. O avanço sem tréguas da Covid-19 é motivo de preocupação e a avaliação do quadro, do ponto de vista das atividades de ensino, tem mobilizado os agentes envolvidos na área educacional do País.

Nesta semana, as três maiores universidades públicas de São Paulo — Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) — em análise do plano para readequação do calendário das atividades do ano, anunciaram que vão manter o ensino a distância no segundo semestre e aguardar as diretrizes do governo paulista para o controle da pandemia. Prevalece na decisão, como deve ser, a preocupação com a saúde e o bem-estar de todos que convivem no campus, como alunos, professores e funcionários. A maioria dos cursos nas diversas unidades é de período integral, o que exige uma convivência estreita no ambiente escolar. No caso da Unicamp especificamente, que prevê o início do segundo semestre em setembro, a universidade soltou nota onde diz que “o retorno às aulas presenciais ocorrerá somente quando houver condições favoráveis, e se dará de maneira gradativa”. A universidade confirma que priorizará a saúde da comunidade acadêmica. Neste mesmo sentido, o governador João Doria ainda nesta semana disse que “em todo o mundo a última etapa foi a do ensino, porque o risco é maior de contágio”.

Por outro lado, em momento de tanta insegurança, o papel da universidade e da ciência no combate à pandemia nunca foi tão importante. Neste sentido, na quarta (17), o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, reitores da Unesp e da USP e o presidente da Fapesp, assinam artigo onde enfatizam, dentre outros, a rapidez de resposta da comunidade científica frente à emergência de saúde pública representada pelo coronavírus. Os pesquisadores das universidades do Estado formaram rapidamente força-tarefa que investiga a doença, possíveis tratamentos e vacinas, com resultados importantes na luta contra o vírus. Essa dedicação e patrimônio intelectual merecem o reconhecimento de toda a sociedade.