Publicado 19 de Junho de 2020 - 5h30

As igrejas católicas das nove cidades que integram a Arquidiocese de Campinas estão preparadas para retomar as celebrações de missas públicas amanhã, mas poderão ter que adiar, dependendo do governador João Doria (PSDB), que anunciará hoje se a região de Campinas permanecerá na fase laranja, ou se terá de manter apenas serviços essenciais. O retorno das celebrações, porém, dependerá da decisão de cada paróquia. A Catedral, por exemplo, optou por não retomar missas agora.

As celebrações estão suspensas desde 14 de março, como medida preventiva contra a propagação do coronavírus. A autorização para a retomada, dada pelo prefeito Jonas Donizette (PSB), junto com a abertura gradual das atividades econômicas, estava valendo desde de 8 de junho, mas o arcebispo d. João Inácio Müller adiou a data para amanhã, para que as lideranças religiosas pudessem ser treinadas em relação às regras sanitárias.

Nesse período, o clero realizou celebrações de forma privada — os padres e o arcebispo têm celebrado missas em suas casas, ou paróquias, alguns com transmissão pelas redes sociais. As cidades de Campinas, Elias Fausto, Hortolândia, Indaiatuba, Monte Mor, Paulínia, Sumaré, Valinhos e Vinhedo, que integram a área geográfica da Arquidiocese de Campinas, estão liberadas para as celebrações, com a observância de várias regras, se o governo do Estado autorizar hoje.

As missas ocorrerão em um período diário de quatro horas e o acesso dos fiéis será limitado, conforme a regra estabelecida por cada município e cada paróquia decidirá critérios para o controle do número de pessoas, de acordo com a capacidade (agendamento prévio, por telefone, redes sociais, etc.). Os participantes das celebrações deverão guardar distância mínima de dois metros uns dos outros.

Além da obrigatoriedade de uso de máscaras, os fiéis deverão higienizar as mãos, na entrada da igreja, com álcool em gel 70%, e as solas dos sapatos com água sanitária antes de entrar no templo. Durante a comunhão, os fiéis permanecem nos seus lugares e o ministro levará a hóstia até eles. Quem for comungar, de acordo com o protocolo, deverá ficar em pé, retirar a máscara pelo elástico e receber a comunhão com a mão em forma de pinça, colocar a máscara e sentar.

O Pai Nosso terá de ser rezado sem dar as mãos e sem o abraço da Paz. No caso de o sacerdote, presidente da celebração, ser mais idoso ou pertencer a algum grupo de risco, deve ser substituído, na distribuição da comunhão, pelo diácono ou ministro extraordinário.

Continuam suspensas peregrinações, romarias, procissões, adoração do Santíssimo em grupos, festas, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares em grandes grupos, passíveis de forte propagação da epidemia.

O protocolo define as regras para as celebrações presenciais da Eucaristia. Segundo o arcebispo, novas orientações serão das posteriormente para o batismo, crisma, matrimônio, celebração da penitência, catequese, unção dos enfermos, atividades pastorais, festas e promoções.