Publicado 18 de Junho de 2020 - 5h30

O reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel, disse ontem que as aulas do primeiro semestre deste ano deverão ser concluídas no dia 30 de agosto e que o segundo semestre (de forma remota) será iniciado em 16 de setembro e encerrado no final de janeiro de 2021. Segundo ele, não há nenhuma perspectiva, pelo menos por enquanto, de retomada das atividades presenciais na universidade. O reitor disse ainda que a Unicamp tem um plano de retomada já definido, mas garante que ele será "lento e gradual" e que deverá levar de dois a três meses para ser implantado integralmente.

Ontem, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciaram que as aulas presenciais na instituição de ensino voltarão a ocorrer só no ano que vem. O planejamento das duas instituições de ensino, no entanto, prevê que, tanto as aulas de graduação quanto de pós-graduação, continuem de forma remota no segundo semestre, a partir do mês de agosto deste ano.

De acordo com Knobel, a Unicamp prefere não trabalhar com a promessa de uma data para volta das atividades presenciais, por considerar que a pandemia do novo coronavírus seguirá em franca evolução. “Nós estamos planejando como será o retorno, mas sem saber uma data ainda. Estamos conversando com as unidades, com os cursos, com os coordenadores e com professores para que as atividades remotas sejam priorizadas no segundo semestre”, frisou.

Segundo ele, as atividades presenciais na universidade, quando voltarem, funcionarão de forma parcial e com apenas 20% da capacidade nos campi. “É uma retomada gradual e que vai demorar pelo menos dois ou três meses para acontecer a partir do momento em que decidirmos voltar”, destacou. “Estamos preparando vários ajustes, como distanciamento entre as carteiras, compra para termos estoque de álcool em gel, readequação das bibliotecas e do funcionamento de locais onde ocorrem filas, como o restaurante universitário (bandejão)”, ressaltou.

Com relação ao conteúdo das aulas deste ano, Knobel disse que tanto o primeiro quanto o segundo semestre serão finalizados sem grandes prejuízos aos estudantes. “Mais de 97% das nossas disciplinas tiveram continuidade remota na pandemia. Tem algumas que naturalmente precisão ser concluídas por meio de atividades presenciais. Para essas, a gente decidiu deixá-las incompletaspara serem concluí-las quando pudermos ter a presença dos estudantes nos campi”, ponderou.

Por fim, Knobel também revelou que, por causa da pandemia, a tendência é que o segundo semestre desse ano seja finalizado próximo ou durante a primeira fase do Vestibular – que foi adiado e deverá ser aplicado em dois dias no mês de janeiro. Por causa disso, o calendário de aulas em 2021 deverá ficar um pouco mais apertado do que em anos anteriores. “O nosso planejamento preliminar é que as aulas comecem em meados de março de 2021. Vai atrasar um pouquinho, porque também vai depender da evolução da pandemia. Nós esperamos que não seja muito tempo”, pontuou.