Publicado 20 de Junho de 2020 - 12h25

Por Daniel de Camargo

Campinas lidera ranking de notificações de interrupções na região

Matheus Pereira/AAN

Campinas lidera ranking de notificações de interrupções na região

Apesar do isolamento social imposto pela quarentena para enfrentamento da pandemia da Covid-19, um levantamento da CPFL Paulista identificou o triplo de interrupções no fornecimento de energia causadas por pipas na região de Campinas, entre abril e maio deste ano, se comparado ao mesmo período de 2019. As ocorrências saltaram de 102 para 298. Campinas lidera ambos os meses, com 55 e 86 incidentes, respectivamente.

Completam as 10 primeiras posições em 2020: Piracicaba (41), Sumaré (34), Hortolândia (33), Capivari (21), Santa Bárbara D’Oeste (14), Monte Mor (10), Americana (8), Itapira (8) e Itatiba (6). Ao todo, são consideradas 26 cidades para a região. Em toda a área de concessão da CPFL Paulista, que abrange 234 municípios, os registros aumentaram de 238 para 832. O temor da distribuidora é que as ocorrências continuem crescendo em junho, que traz tempo seco e ventos propícios a prática. “Popular entre todas as idades e culturas, a inocente brincadeira infantil perde um pouco de seu colorido com os acidentes que ocorrem nas proximidades das redes de energia elétrica”, diz nota da empresa.

Segundo a CPFL Paulista, empinar pipas é uma brincadeira inofensiva, mas que traz transtornos quando realizada de forma inadequada, podendo provocar acidentes graves e até fatais. Muitas pipas ficam enroscadas nos fios e causam interrupções nos meses seguintes. Isso ocorre porque a linha e a estrutura do brinquedo, enrolada nos cabos elétricos, se tornam condutoras de energia quando chove.

A distribuidora alerta que os desligamentos e os acidentes podem ser evitados com alguns cuidados simples. É importante escolher um local longe da fiação elétrica Não é recomendado tentar resgatas pipas que ficaram enroscadas na rede elétrica.

Vale destacar ainda que, de acordo com lei estadual de 2006, é crime usar cerol (material cortante) ou a chamada “linha chilena”. “Por conduzirem eletricidade, em contato com a rede elétrica, aumentam o risco de choques. Por conta do seu poder cortante, essas linhas podem romper os cabos da rede e provocar curtos-circuitos, além de colocar em risco a vida de ciclistas e motociclistas”, informa a CPFL Paulista.

A companhia adverte aos praticantes ainda que não usem alumínio na confecção das pipas, pois o material pode causar curtos-circuitos. E, que a atividade não deve ser realizada em dias chuvosos, com incidência de raios: a pipa funciona como para-raios, conduzindo a energia. Por fim, pede que as pessoas não subam em lajes ou telhados de casas, porque além de se aproximarem da rede elétrica, podem se distrair e cair. 

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Daniel de Camargo