Publicado 19 de Junho de 2020 - 15h20

Por Maria Teresa Costa


Divulgação/PMC

O comércio de rua e shoppings voltarão a fechar a partir de segunda-feira para tentar aumentar o isolamento social e frear a disseminação do novo coronavírus na cidade que já infectou 5.228 pessoas e matou 203. O prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou hoje, em live, que atende a recomendação do Estado, feita em nota técnica pelo Comitê de Contingenciamento da Covid-19 e também da área de Saúde municipal. Jonas também vai ampliar, para a rede privada, proibição de realização de cirurgias eletivas.

Dois decretos serão publicados amanhã em edição especial do Diário Oficial. Um, proíbe os hospitais particulares da cidade de realizarem cirurgias eletivas (que podem esperar), para aumentar a possibilidade de uso de leitos para pacientes da Covid-19. Outro, determina o fechamento de comércio de rua e shoppings por uma semana a partir de segunda-feira

Segundo Jonas, a alta ocupação de leitos levou à decisão. “Quanto mais leitos entram em operação é como se estivéssemos enxugando leitos, porque os casos de Covid-19 continuam aumentando”, disse.

Ele afirmou que quer mostrar que a situação não está dentro da normalidade, e tem pessoas com dificuldade de compreensão que o momento exige o isolamento social. A medida, disse, traz também um alento a quem está na linha de frente do combate da pandemia.

O endurecimento das regras da retomada parcial das atividades vai durar por uma semana. E poderá ser prorrogado. A taxa de ocupação hospitalar em Campinas atingiu ontem 85,84% - dos 325 leitos de UTI, 279 estavam ocupados – com maior pressão sobre o SUS municipal, que novamente chegou a 100%, e estadual (AME e Unicamp) que ficou em 93%. Na rede privada, que atende pacientes particulares e de planos de saúde, a ocupação foi de 71%.

O governador João Doria (PSDB) anunciou hoje que a região de Campinas vai permanecer na fase laranja, a atual, mas que Jonas tem autonomia para decidir pela regressão de fase. A região está nessa fase desde 1º de junho, com exceção de Campinas que iniciou a flexibilização uma semana depois, após avaliação do prefeito Jonas Donizette (PSB) da falta de garantias totais de que os leitos contratados estariam em operação na primeira semana do mês. A situação, no entanto, ainda segue preocupante.

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Maria Teresa Costa