Publicado 19 de Junho de 2020 - 12h20

Por Correio Popular


Agência Brasil

Queda brutal da atividade econômica, falências, demissões, desemprego, investimento pífio, arrecadação de impostos em declínio, inadimplência das famílias. A lista de indicadores ruins é extensa em razão dos impactos da pandemia do novo coronavírus. A recessão mundial é um fato em 2020. Há quem fale em depressão, uma versão ainda mais dramática para o delicado momento em todo o planeta. Mas o ano não acabou, sequer o primeiro semestre. E a ordem é reagir, adaptar, buscar soluções, inovar. O Brasil, por sua capacidade histórica de empreender na adversidade social e econômica, tem chances de salvar 2020 de forma digna.

Essa senha foi dada na última terça-feira pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante o seminário virtual “Os Reflexos das Decisões Judiciais na Política Econômica, organizado pelo Instituto de Garantias Penais (IGP)”, segundo reportagem distribuída pela Agência Brasil.

Guedes adotou um discurso bastante otimista, provavelmente até de forma exagerada, mas enxergou uma luz ainda em 2020, ano para muitos para ser esquecido. O ministro avalia que entre setembro e novembro o Brasil terá um “ano novo muito bom pela frente”. Em seu horizonte está, obviamente, o controle da pandemia e a recuperação gradual das atividades econômicas. Guedes confia num combo que pode ajudar: juro baixo (a Selic chegou anteontem a incríveis 2,25% ao ano), oferta de crédito, apoio às empresas por meio dos programas oficiais e o auxílio emergencial que vem segurando as pontas de milhões de famílias.

“Acho que lá para setembro, outubro, novembro, nós já estamos num novo País, com ano novo muito bom pela frente. Eu acredito nisso, vamos lutar por isso, manhã, tarde e noite. Estamos lutando por isso e acho que nós vamos conseguir”, afirmou.

Para Guedes, a crise de saúde e econômica será superada e o Brasil seguirá com as reformas. “Tenho certeza que o Brasil vai surpreender”, voltou a repetir essa frase. Ainda que as dificuldades sejam imensas, investidores e empresários trabalham bastante com graus de confiança, perspectivas e acenos. O ministro, obviamente, também quis passar mensagens positivas.

E reforçou que a União não pode arcar com todas as perdas de receitas de estados e municípios devido à pandemia. Até porque a União também tem perdas de receitas, acrescentou.

A questão é estabilizar a curva da Covid-19, segurar o fogo da política, retomar as reformas e viver um dia de cada vez no processo de recuperação econômica.

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