Publicado 19 de Junho de 2020 - 10h23

Por Gilson Rei

Os internos fizeram um protesto na frente da sede da Vigilância Sanitária

Leandro Ferreira/AAN

Os internos fizeram um protesto na frente da sede da Vigilância Sanitária

A comunidade terapêutica Jesus Restaura, do bairro Parque Valença II, foi autuada ontem pela Vigilância Sanitária de Campinas, por falta de licença de funcionamento e por estar com as instalações inadequadas de higiene e alimentação para o tratamento dos 40 dependentes químicos no local. Na semana passada o local já havia sido visitado pelo órgão municipal, por meio de uma denúncia.

Na ocasião foram realizados testes de Covid-19 nos internos e nove pessoas tiveram resultado positivo. Todos estavam assintomáticos e a recomendação foi de manter as pessoas contaminadas em isolamento na entidade. Quanto às condições de funcionamento, os agentes orientaram para que os responsáveis do local fizessem as adequações. Ontem, quando o responsável foi receber o auto de infração, no bairro Jardim Guarani, houve um tumulto, pois o mesmo ficou revoltado e recusou-se a assinar o documento.

Na sequência, os internos fizeram um protesto na frente da sede da Vigilância Sanitária. Com uma barraca, seis pessoas do grupo alegaram que ficariam acampadas no lugar. Profissionais da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram acionados e houve dispersão. O auto de inflação será publicado em Diário Oficial e, a partir de então, a entidade terá um prazo de dez dias para regularizar a situação da licença e das condições de higiene e alimentação. Ana Lúcia Montini, chefe de setor da Vigilância Sanitária, disse que a entidade poderá ser fechada, caso não cumpra com as determinações. Caso isto ocorra, os 40 internos deverão ser transferidos para alguma outra entidade de atendimento terapêutico.

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Gilson Rei