Publicado 19 de Junho de 2020 - 7h42

Por Maria Teresa Costa

Os portões do Cemitério da Saudade estão fechados para os visitantes desde o início da pandemia

Cedoc/RAC

Os portões do Cemitério da Saudade estão fechados para os visitantes desde o início da pandemia

Os gastos com sepultamentos em Campinas nos primeiros cinco meses do ano tiveram um aumento de 7,3%, motivado especialmente pela necessidade da adoção de medidas sanitárias exigidas nos enterros, para prevenir infecção pelo novo coronavírus. O total de sepultamentos ocorridos até quarta-feira, porém, caiu 4,3% - de 2.875 no mesmo período de 2019, para 2.751 este ano, incluindo pessoas de outras cidades que foram sepultadas em Campinas.

Nos primeiros cinco meses do ano, segundo dados da Setec, foram gastos R$ 6,4 milhões e, neste ano, R$ 6,8 milhões, cerca de R$ 500 mil a mais, utilizados na aquisição de máscaras de vários tipos, macacões laminados, aventais, luvas de vários tipos, álcool gel e álcool líquido 70%, além de sacos para remoção e enterro de pacientes Covid, desinfecção de áreas de trabalho e despesas de consumo em geral, como combustível e água, por exemplo.

Esses custos, segundo o prefeito Jonas Donizette, não foram repassados às famílias. Em relação à redução de sepultamento, Jonas avalia que os motivos podem estar na quarentena, que levou ao isolamento social e pode ter influenciado, por exemplo, na queda de acidentes de trânsito que levou a menos mortes, e também a possível redução de mortes violentas.

O secretário de Saúde, Carmino de Souza, observou que os sepultamentos têm uma dinâmica própria. Assim como campineiros são enterrados em sepulturas de famílias de outras cidades, o inverso também ocorre.

“Não temos em Campinas situação como vimos em outras regiões, que tiveram que abrir valas para enterrar mortos da Covi-19”, afirmou.

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Maria Teresa Costa