Publicado 18 de Junho de 2020 - 17h12

Por Henrique Hein


Leandro Ferreira/AAN

O número de queimadas registradas às margens das principais rodovias que cortam a Região Metropolitana de Campinas (RMC) aumentou 74,5% em maio desse ano, na comparação com mesmo período de 2019, saltando de 106 para 185 ocorrências, segundo dados fornecidos ontem pelas próprias concessionárias. O maior índice foi verificado no Corredor Dom Pedro, onde 112 casos foram computados em maio pela concessionária Rota das Bandeiras. Trata-se de um recorde para o mês desde o início da concessão da empresa, em 2009. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado, foram 55 queimadas.

Em segundo lugar, aparece o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, que liga os munícios da região à Capital. O total de incidentes computados nas duas vias pela CCR AutoBAn subiu de 36 para 47. O crescimento das queimadas também ocorreu na Rodovia Santos Dumont (SP-075), que é responsável por ligar Campinas à região de Itu (SP). Segundo a Concessionária AB Colinas, foram registradas em maio de 2019 um total de 11 casos. No mesmo mês deste ano o número subiu para 17 casos contabilizados.

Quem também informou aumento no número de queimadas foi à concessionária Renovias, que é responsável por administrar a Rodovia Adhemar Pereira de Barros (SP-340), conhecida popularmente como Campinas-Mogi. A pista liga municípios como Campinas e Jaguariúna ao Sul de Minas. No trecho avaliado, foram contabilizadas nove ocorrências em maio deste ano, cinco a mais do que o verificado no mesmo período do ano anterior.

De acordo com as concessionárias, o longo período de estiagem registrado neste ano foi o principal fator que contribuiu para o aumento das estatísticas. Dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostram que pela primeira vez na história houve ausência total de chuvas em Campinas durante o mês de abril. Em maio, o volume de chuva também foi baixo: apenas 13 milímetros, um índice muito aquém do esperado para o período, que é de 61,7 milímetros.

As concessionárias também alertam que as bitucas de cigarros arremessadas por motoristas, à utilização de fogo para limpeza de terrenos, a queima de lixo, as fogueiras e a soltura de balões são fatores que contribuem e muito para o surgimento de queimadas em rodovias. “Caso o motorista se depare com um incêndio, é necessário que ele reduza a velocidade e aumente a distância do veículo da frente. Além disso, é importante não ligar o pisca alerta e nem parar na faixa de rolamento. Se houver um prejuízo muito grande à visibilidade, o motorista deve parar em um local seguro”, destaca o coordenador de tráfego da Rota das Bandeiras, Murilo Perez. Outra medida importante é relatar o ocorrido às concessionárias, por meio do serviço de atendimento ao usuário.

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Henrique Hein