Publicado 18 de Junho de 2020 - 9h15

Por Alenita Ramirez

Comandante Aureliano disse que estavam com sinais de maus-tratos

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Comandante Aureliano disse que estavam com sinais de maus-tratos

A Guarda Municipal apreendeu duas araras-canindé, no bairro Jardim Pinheiros, em Valinhos, na última terça-feira. Um mecânico de 40 anos foi detido por crime ambiental e pode pegar de seis meses a um ano de cadeia. A localização das aves se deu após denúncias de um grupo de proteção animal. 

As aves estavam em um viveiro de dois metros quadrados por 80 centímetros de altura, nos fundos da oficina do homem e não tinham documentação.

Segundo o comandante da GM, Sidney Aureliano, elas estavam com sinais de maus-tratos. “O viveiro tem que ser bem grande, tipo aos que existem no zoológico, e a alimentação tem que ser balanceada, com orientação de um biólogo”, disse Aureliano.

Segundo o coordenador da GCM Ambiental, Celso Basto, o mecânico alegou que as aves têm cerca de três anos e pertenciam ao sogro dele, que morreu há um ano. O sogro era cuidador de aves para um criadouro oficializado e teria ganhado dois ovinhos da espécie. “Achamos estranho, pois aves desse tipo não reproduzem em cativeiro”, frisou Basto.

Além do tamanho do cativeiro em que as aves estavam e da falta de documentação, Bastos disse que o ambiente estava sem manutenção, já que havia muitas fezes e palha de girassol. De acordo com o coordenador ambiental, para cada ave, o viveiro deve ter três metros de altura por três de comprimento, espaço este ideal para que elas voam. “Elas tinham água e alimentação. Até que eram bem cuidadas, mas estavam em situação irregular”, disse Bastos.

De acordo com o coordenador da GCM Ambiental, para criar uma ave como esta a pessoa deve comprar de criador oficial e autorizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). “O animalzinho já sai do local com anilha e documentação”, falou.

O mecânico vai responder ao crime em liberdade. As araras foram levadas para a mata ciliar de Jundiaí. Segundo Bastos, a GCM apenas cumpriu a lei federal. A partir de agora, a Polícia Civil notificará a Polícia Militar Ambiental, que é responsável por multar o mecânico conforme as infrações e depois enviar o processo ao Fórum.

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Alenita Ramirez