Publicado 20 de Junho de 2020 - 8h22

Por AFP

O procurador americano que investigou aliados do presidente Donald Trump afirmou que não renunciou nem pretende pedir demissão, depois que o procurador-geral divulgou um comunicado para anunciar seu afastamento.

Desde que foi designado para comandar o influente gabinete de procurador do distrito sul de Nova York em 2018, Geoffrey Berman supervisionou o processo contra o ex-advogado de Trump Michael Cohen e investigou os esforços do assessor Rudy Giuliani para desacreditar opositores políticos do presidente.

Também investigou dois sócios de Giuliani acusados de infrações de financiamento de campanha e de contribuir no plano de prejudicar o rival eleitoral de Trump, o democrata Joe Biden, um caso que provocou uma investigação de julgamento político do presidente.

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, anunciou a renúncia de Berman na sexta-feira à noite e informou que Trump designaria o presidente da Comissão de Valores, Jay Clayton, como seu substituto.

"Agradeço a Geoffrey Berman, que renuncia depois de dois anos e meio de serviço como procurador dos Estados Unidos para o distrito sul de Nova York", afirmou Barr em um comunicado.

Mas Berman afirmou que ficou sabendo de sua aparente saída pelo comunicado de Barr. "Não renunciei e não tenho a intenção de renunciar", destacou.

"Renunciarei quando o Senado confirmar um candidato designado pelo presidente. Até lá, nossas investigações avançarão sem interrupção".

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