Publicado 19 de Junho de 2020 - 20h02

Por AFP

Cerca de 180 colombianos retornarão a seu país em um voo humanitário, removendo o acampamento que montaram por mais de um mês em frente ao consulado da Colômbia em Santiago a fim de pedir ajuda para deixar o Chile, após suas condições econômicas se deteriorarem devido à pandemia.

A chancelaria chilena anunciou na tarde de hoje que um avião fretado financiado por uma cervejaria chilena partirá na próxima segunda-feira para Bogotá com os 180 colombianos, que se inscreveram para ter uma vaga no voo humanitário.

"Agradeço pela disposição do governo colombiano e, principalmente, da chanceler daquele país, Claudia Blum, com quem tive várias conversas para gerenciar os diferentes voos entre Chile e Colômbia, de forma que mais pessoas possam retornar a seus lares em meio à pandemia", manifestou o chanceler chileno, Teodoro Ribera.

A pandemia atingiu com força o Chile, que contabiliza mais de 231 mil infectados e mais de 4 mil mortos, e a prorrogação das medidas de restrição representou um golpe para o comércio, turismo e setor de serviços, principais áreas que empregavam os imigrantes.

A aeronave irá retornar a Santiago com um grupo de chilenos que serão repatriados. "O voo que chega do Chile graças ao apoio do setor privado permitirá o retorno de cidadãos que se encontram em condição especial de necessidade", manifestou a ministra Claudia Blum.

Também hoje, mais de 500 bolivianos que haviam pedido ajuda para retornar a seu país embarcaram em uma dezena de ônibus que irão transportá-los até a região de Antofagasta, onde cruzarão a fronteira.

Cerca de 70 cubanos também se encontram em albergues à espera de ajuda, bem como dezenas de equatorianos. Outros bolivianos, peruanos e venezuelanos também aguardam ajuda para voltar a seus países.

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