Publicado 19 de Junho de 2020 - 19h42

Por AFP

Milhares de hondurenhos lotaram seis dos 11 mercados que abastecem a capital, Tegucigalpa, nesta sexta-feira (19), antes de os mesmos serem fechados temporariamente por autoridades, que os identificaram como focos de infecção pelo novo coronavírus.

Grupos de policiais vigiavam as entradas e ruas adjacentes para obrigar vendedores e compradores a manter o distanciamento social antes do fechamento.

"Os mercados estavam como durante as compras de Natal", descreveu o ministro da Saúde, Alba Flores, ao canal 6 da TV local. "A população saía sem distanciamento social e sem máscara", lamentou.

De acordo com o Sistema Nacional de Gerenciamento de Riscos, "diante do risco iminente de contágio em massa", os mercados de Las Américas, Colón, San Isidro, Zonal Belén, Mama Chepa e San Miguel foram obrigados a fechar a partir das 18h desta sexta-feira. Os estabelecimentos irão permanecer fechados até que "apresentem os protocolos exigidos pelas autoridades", acrescentou.

O país da América Central registrava até esta quinta-feira 10.739 casos de COVID-19 e 343 mortes, mas autoridades admitem que há subnotificação, porque sua capacidade de realizar testes é limitada.

A maioria dos hospitais está sobrecarregada com o alto número de pacientes. Nos bairros, equipes médicas trabalham para detectar casos. Em uma única região, 130 pacientes foram confirmados por dia.

O governo mantém o toque de recolher, mas a população pode sair para comprar alimentos, remédios, combustível ou para ir ao banco, de acordo com seu número do documento de identidade.

Honduras tem 9,3 milhões de habitantes, com 70% vivendo na pobreza e 44% na pobreza extrema. A maioria depende da economia informal e é incapaz de obedecer ao confinamento.

O governo impulsionou uma reabertura "inteligente" da economia a partir de 8 de junho, realizada gradualmente, de acordo com o número de infecções em cada região do país.

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