Publicado 19 de Junho de 2020 - 18h12

Por AFP

O estado da Flórida registrou um novo recorde de casos de coronavírus com quase 3.822 infectados nesta sexta-feira (19), mas o governador Ron DeSantis respondeu às vozes de alarme dizendo que, em geral, são jovens assintomáticos.

Com 3.207 novos contágios na quinta-feira e mais de 2.600 nos dois dias anteriores, a Flórida bateu recordes de casos quase diariamente na semana passada.

Cerca de 43 pessoas morreram na quinta-feira, um número que permanece estável, embora a taxa de novas infecções (10%) tenha dobrado em relação à semana anterior, segundo o relatório do Departamento de Saúde nesta sexta-feira.

DeSantis lembrou que o vírus é mais perigoso para os mais velhos e que a idade média dos novos contágios caiu de 60 para 37 anos.

Além disso, "muitos dos que estão dando resultados positivos não são sintomáticos", disse ele em uma mesa redonda com autoridades de saúde, que afirmaram ter capacidade para "lidar com a situação".

Ele reconheceu que o distanciamento social entre os jovens "enfraqueceu" na Flórida. Turistas interagem em restaurantes e hotéis sem temores aparentes pela pandemia.

O governador republicano, aliado do presidente Donald Trump em sua tumultuada corrida pela reeleição, atribuiu a alta dos casos ao aumento dos testes realizados.

Ele lembrou que, quando havia falta de testes em março e abril, uma pessoa assintomática de 25 anos não podia fazer o exame, reservado aos profissionais de saúde e àqueles com mais de 65 anos com sintomas.

DeSantis estava acompanhado por três diretores de grandes grupos hospitalares no sul da Flórida, onde se concentra a maioria dos casos. Todos garantiram que há camas e respiradores suficientes.

Também afirmaram que há menos pacientes e metade de internados em terapia intensiva do que há dois meses.

"Estamos bem, temos capacidade, temos recursos (e podemos) receber pacientes com e sem COVID-19, em uma situação que é totalmente gerenciável", disse Maggie Gill, CEO da Palm Beach Health Network, rede de cinco hospitais ao norte de Miami.

"Nos sentimos seguros o suficiente", acrescentou Carlos Migoya, CEO do Jackson Health System, o maior grupo hospitalar de Miami.

O governador precisa atrair o turismo antes das eleições de novembro para recuperar a economia da Flórida, um "estado-pêndulo" que historicamente tem sido fundamental na disputa pela Casa Branca.

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