Publicado 19 de Junho de 2020 - 17h42

Por AFP

A Marinha dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (19) a destituição do comandante do porta-aviões nuclear USS Theodore Roosevelt, que tinha sido demitido após criticar a gestão da força de um surto de COVID-19 em sua embarcação.

O capitão Brett Crozier "não será reincorporado" como comandante do USS Theodore Roosevelt e "não será elegível" para comandar outros navios, pois tomou decisões "questionáveis" durante o surto, disse o almirante Michael Gilday, chefe de operações da Marinha dos Estados Unidos.

Em coletiva de imprensa, Gilday também criticou o contra-almirante Stuart Baker, supervisor direto de Crozier como comandante do grupo de ataque do porta-aviões, pelo que considerou uma liderança deficiente da situação, razão pela qual sua promoção fica "suspensa até nova ordem".

Os dois homens "fracassaram em resolver o problema (da COVID-19) e em assumir suas responsabilidades e em várias ocasiões colocaram o conforto da tripulação acima da segurança da tripulação", disse Gilday.

O caso do USS Theodore Roosevelt custou a Thomas Modly o cargo de secretário da Marinha. Gilday anunciou as sanções acompanhado do sucessor de Modly, Kenneth Braithwate.

O comandante Crozier tinha pedido no fim de março em uma carta dramática a evacuação de sua embarcação, imobilizada na ilha de Guam, no Pacífico, após terem sido detectados a bordo vários casos de COVID-19.

O porta-aviões foi finalmente evacuado e a tripulação, posta em quarentena em uma base americana e em hotéis da ilha. Mil marinheiros testaram positivo para o novo coronavírus e um faleceu.

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