Publicado 19 de Junho de 2020 - 11h02

Por AFP

O líder regional conservador Armin Laschet, possível sucessor de Angela Merkel, foi criticado nesta sexta-feira por acusar trabalhadores romenos e búlgaros de serem responsáveis por um surto de coronavírus em um matadouro.

No total, mais de 700 casos de COVID-19 foram detectados em um grande matadouro administrado por Laschet e localizado na região da Renânia do Norte-Vestfália.

Quando perguntado sobre o surto na quarta-feira, Laschet disse: "Não é grave porque os romenos e búlgaros retornaram ao seu país e foi dali que o vírus veio".

Os matadouros alemães, onde houve vários surtos de coronavírus, empregam numerosos trabalhadores da Europa central e do leste.

As palavras de Laschet, candidato à presidência do partido conservador CDU em dezembro próximo e, em caso de vitória, à chancelaria em 2021, provocaram muitas críticas.

O ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, pediu a Laschet que pedisse desculpas durante uma visita a Sofia na quinta-feira por suas palavras "muito perigosas".

Por sua vez, o sindicato dos trabalhadores de alimentos e restaurantes chamou as declarações de "discriminatórias para as pessoas que garantem o fornecimento de carne" em sua região.

O político conservador finalmente retificou suas palavras. "É proibido culpar pessoas de qualquer origem pelo vírus", explicou, e até prometeu "melhorias substanciais" nas condições de trabalho desses trabalhadores estrangeiros.

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