Publicado 19 de Junho de 2020 - 10h52

Por AFP

A Justiça espanhola rejeitou nesta sexta-feira (19) a demanda do atacante brasileiro Neymar contra o Barcelona para exigir o pagamento de 43,6 milhões de euros (US$ 48,9 milhões) de um bônus de renovação antes de sua saída abrupta para o PSG, condenando o atleta a pagar EUR 6,79 milhões (US$ 7,6 milhões) por "quebra de contrato".

Ao encerrar seu contrato de modo prematuro, Neymar "não apenas não tinha o direito de receber a quantia que reclama, como deverá reembolsar ao clube o excesso do que recebeu a título de "singing bonus", por rescindir antes do tempo o contrato de trabalho sem causa justificada", afirma a sentença de um tribunal de Barcelona.

Divulgado nesta sexta-feira, o veredicto rejeita completamente a demanda apresentada por Neymar pelo não pagamento por parte do Barça do bônus acordado em 2016, na renovação de seu contrato até 2021, que era de 64,4 milhões de euros brutos (US$ 72,3 milhões).

O Barcelona pagou uma primeira parcela de EUR 20,75 milhões (US$ 23,3 milhões), mas, quando Neymar trocou o clube pelo PSG em agosto de 2017 pela quantia recorde de EUR 222 milhões (US$ 249,2 milhões), não liquidou os restantes EUR 43,65 milhões brutos exigidos pelo jogador.

A situação gerou uma processo duplo por quebra de contrato: o Barcelona exigiu de Neymar o reembolso da quantia paga e uma indenização, enquanto o jogador exigia o pagamento integral do bônus.

A disputa foi resolvida em uma audiência judicial em 27 de setembro do ano passado. A sentença foi revelada nesta sexta-feira.

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