Publicado 19 de Junho de 2020 - 7h23

Por Estadão Conteúdo

Impossível negar que a direção da Netflix enxerga em potenciais produções a oportunidade de se comunicar com o mundo, seja em uma série escrita e falada em árabe ou alemão, e claro, na língua portuguesa.

Há muito, o idioma deixou de ser uma barreira, o mesmo vale para subculturas. Mergulhar em um universo específico nos dias de hoje pode ser entendido como uma chance de o público vislumbrar hábitos e histórias a partir de um ponto de vista particular.

Em Coisa Mais Linda essa missão mudou até mesmo o plano de divulgação da primeira temporada da série da Netflix no exterior. Em vez de traduzir o título para o inglês, algo como Most Beautiful Thing, a produção é conhecida fora do País como Girls From Ipanema, que dispensa explicação para os brasileiros e para os estrangeiros, e destaca o sucesso histórico da música de Tom Jobim. "O som nos transporta para esse mundo", diz Mel Lisboa. Para Larissa Nunes, a música também descreve o contexto social. "A bossa estava em um lugar de privilégios, enquanto o samba era consumido como celebração, mais popular."

O estilo dos móveis, as cores, grande parte recriada a partir de peças originais, acompanha as diferentes locações, desde a rádio em que Thereza trabalha, a casa simples de Adélia, até a sala mais sofisticada de Malu. "Sem dúvida, ajuda muito na composição", ressalta Maria Casadevall. Pathy Dejesus conta que os figurinos oferecem uma silhueta típica da moda da época. "Quando se ajusta a região da cintura, te dá outra postura. Colocar uma peruca e saber que pode chacoalhar foi uma coisa que precisei testar bastante."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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