Publicado 19 de Junho de 2020 - 6h23

Por AFP

O ministro sul-coreano da Unificação, Kim Yeon-chul, responsável pelos assuntos relacionados com a Coreia do Norte, pediu demissão nesta sexta-feira em meio à tensão crescente entre os dois países.

O presidente Moon Jae-in "aceitou o pedido de demissão do ministro da Unificação Kim Yeon-chul", afirma um comunicado da Casa Azul, a sede da presidência sul-coreana, que não revelou mais detalhes.

Kim pediu demissão na quarta-feira, um dia depois da destruição, pela Coreia do Norte, do escritório de relações entre os dois países situado em seu território, dando a entender que "assume as responsabilidades" pela deterioração das relações intercoreanas.

Desde o início de junho, Pyongyang multiplicou as declarações agressivas contra o vizinho, sobretudo contra os desertores norte-coreanos, que enviam panfletos de propaganda ao Norte a partir do Sul.

Analistas consideram que Pyongyang tenta provocar uma crise para pressionar Seul a obter concessões.

O escritório de relações era um dos símbolos da distensão da península.

Um dia após a destruição, Pyongyang ameaçou reforçar a presença militar na denominada Zona Desmilitarizada, que separa as duas Coreias.

As relações Norte-Sul são cada vez piores desde o fiasco da segunda reunião de cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, em fevereiro de 2019 em Hanói.

O encontro teve um final abrupto depois que as partes foram incapazes de alcançar um acordo sobre as concessões de Pyongyang em troca do início do desmantelamento das sanções.

Kim Yeon-chul, um professor universitário muito comprometido e amigo de Moon, foi nomeado para o ministério em março de 2019, poucas semanas depois do encontro de Hanói.

A Guerra da Coreia (1950-1953) terminou com um armistício e não um acordo de paz, o significa que os dois vizinhos permanecem, tecnicamente, em guerra.

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