Publicado 18 de Junho de 2020 - 19h13

Por AFP

Os Estados Unidos sancionaram nesta quinta-feira três pessoas e empresas sediadas no México, acusadas de participar de uma rede para tentar evitar sanções contra a Venezuela impostas por Washington para pressionar pelo fim do governo de Nicolás Maduro.

O Departamento do Tesouro informou que Joaquín Leal Jiménez, Olga María Zepeda Esparza e Verónica Esparza García, assim como as entidades Libre Abordo e Schlager Business Group e outras sob seu controle, foram incluídas na lista de sanções do Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Isso significa que todos os bens e ativos sob a jurisdição dos Estados Unidos estão bloqueados e todas as transações envolvendo indivíduos e entidades dos Estados Unidos são proibidas.

As sanções abrangem um total de oito entidades estrangeiras e dois navios, um com a bandeira do Panamá e o outro com a bandeira da Libéria.

O Tesouro afirmou em comunicado que "o regime ilegítimo de Maduro criou uma rede secreta para evitar sanções" ao setor de petróleo da Venezuela.

A empresa estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), o principal pilar da economia do país do Caribe, foi sancionada por Washington em 28 de janeiro de 2019.

De acordo com o governo dos EUA, o ex-vice-presidente e atual ministro do petróleo da Venezuela, Tareck El Aissami, considerado fugitivo da justiça dos EUA por narcotráfico, organizou uma "rede de facilitadores" para orquestrar esquemas para negociar a revenda de mais de 30 milhões de barris de bruto.

Nesse contexto, desde pelo menos 2019, Leal operaria com o empresário colombiano Alex Saab, apontado pela oposição venezuelana como o "testa de ferro" de Maduro e preso na sexta-feira no arquipélago africano de Cabo Verde.

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