Publicado 18 de Junho de 2020 - 15h33

Por AFP

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, ordenou nesta quinta-feira (18) a remoção do Capitólio de quatro retratos de ex-legisladores que serviram na Confederação, alegando que suas imagens simbolizam um "racismo grotesco".

Pelosi pediu à secretária da câmara baixa, Cheryl Johnson, a "remoção imediata" dos retratos até sexta-feira, quando é comemorado o fim da escravidão nos Estados Unidos, feriado conhecido como "Juneteenth".

"Não há lugar nos sagrados saguões do Congresso, nem em nenhum local de honra, para celebrar homens que incorporam a intolerância violenta e o racismo grotesco da Confederação", pediu Pelosi a Johnson. Tratam-se de presidentes da câmara baixa no século XIX: Robert Hunter, da Virgínia; Howell Cobb, da Geórgia; James Orr, da Carolina do Sul; e Charles Crisp, da Geórgia.

A chefe da Câmara dos Representantes disse que fez o pedido para que o mesmo coincida com o "Juneteenth", diante do "momento de extraordinária angústia nacional devido à dor causada pela morte de centenas de negros americanos pela injustiça racial e violência policial".

Uma onda de protestos tomou conta do país após o assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos, por um policial branco em Minneapolis, em 25 de maio. Várias estátuas de figuras confederadas foram derrubadas ou têm ordem de remoção em muitos estados do país, no momento em que os EUA digerem seu legado racista.

Pelosi já havia pedido a remoção de 11 estátuas de figuras confederadas do Capitólio, incluindo a do presidente da Confederação, Jefferson Davis. O pedido está sendo estudado por uma comissão bipartidária.

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