Publicado 18 de Junho de 2020 - 10h53

Por AFP

O ex-ministro da Justiça japonês Katsuyuki Kawai, muito próximo ao primeiro-ministro Shinzo Abe, e sua esposa foram presos nesta quinta-feira sob a acusação de terem comprado votos durante uma campanha eleitoral no ano passado.

Esse escândalo ocorre em um momento em que a popularidade de Abe é seriamente afetada por duras críticas à gestão da crise de saúde e por sua suposta tentativa de nomear um favorito como procurador-geral.

Kawai, de 57 anos, renunciou em outubro de 2019 por um caso vinculado à campanha eleitoral de sua esposa Anri, de 46 anos. Agora, o casal é acusado de oferecer dinheiro a figuras políticas locais e outras pessoas para garantir um assento no Senado.

O ex-ministro e sua esposa renunciaram ao Partido Liberal Democrático (LDP) de Abe, mas pretendem manter seus cargos parlamentares, de acordo com a mídia japonesa.

Ambos negam as acusações, em particular a de distribuir 24 milhões de ienes (cerca de 200.000 euros, 225.000 dólares) entre 91 pessoas para obter o assento para a sra. Kawai no Senado. Também entregaram 1,7 milhão de ienes a cinco pessoas que fizeram campanha a seu favor.

Nesta quinta-feira, durante uma entrevista coletiva, Abe afirmou que essa prisão era "extremamente lamentável", apresentou "desculpas profundas" e lamentou ter nomeado Kawai como ministro da Justiça.

Apesar de prometer esclarecer o caso, Abe não mencionou uma possível renúncia.

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