Publicado 18 de Junho de 2020 - 8h03

Por AFP

Duas grandes empresas britânicas, a rede de "pubs" Greene King e o mercado de seguros de Londres, Lloyds, farão doações a organizações de apoio a minorias étnicas como compensação por seus vínculos passados com o tráfico de escravos.

Em entrevista ao jornal "Daily Telegraph", o CEO da Greene King, Nick Mackenzie, disse que seu grupo se desculpará formalmente por seus vínculos com a escravidão, revelado por um banco de dados da University College London (UCL).

"É indesculpável que um dos nossos fundadores tenha se beneficiado da escravidão e feito campanha contra sua abolição no século XIX", disse ele.

Greene King, empresa com cerca de 2.700 bares no Reino Unido e que foi comprada há alguns meses pelo bilionário de Hong Kong Li Ka-Shing, fará "um grande investimento em comunidades negras e de minorias étnicas" e intensificará seu trabalho a favor da "diversidade racial na empresa", acrescentou Mackenzie, sem especificar o valor das doações.

A pesquisa da UCL também apontou outras empresas britânicas com histórico similar, como o RBS Bank, a promotora imobiliária British American Land Company e o Lloyds of London.

Este último pediu desculpas, em uma declaração, pelo "papel desempenhado nos séculos XVIII e XIX no tráfico de escravos, um período horrível na história inglesa e na nossa".

O LLoyds of London também prometeu fazer doações para organizações que apoiam minorias étnicas, sem divulgar números, assim como adotar programas de promoção de minorias dentro de suas fileiras.

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