Publicado 18 de Junho de 2020 - 6h16

Por AFP

A China declarou nesta quinta-feira que rejeita com veemência um comunicado do G7, no qual as grandes potências pedem que o país reconsidere a aplicação em Hong Kong de uma lei sobre segurança nacional.

O projeto de Pequim foi aprovado após as grandes manifestações organizadas em 2019 no território semiautônomo chinês contra a influência do governo central, que provocaram atos de vandalismo e violência e reforçaram o movimento de independência na ex-colônia britânica.

O texto, não finalizado, no qual o Parlamento chinês ainda está trabalhando, prevê punições a atividades separatistas, "terroristas", subversão ou interferência estrangeira em Hong Kong.

A oposição pró-democracia de Hong Kong e vários países ocidentais alertaram que a iniciativa de Pequim poderia prejudicar a autonomia concedida ao território.

Durante um encontro com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, no Havaí, o principal coordenador da diplomacia chinesa, Yang Jiechi, afirmou que Pequim "rejeita com veemência o comunicado dos ministros das Relações Exteriores do G7 sobre assuntos relacionados com Hong Kong", segundo um comunicado da chancelaria.

Na quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores do G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Reino Unido, Itália e Alemanha) pediram "encarecidamente ao governo da China que reconsidere a decisão".

O projeto de lei "coloca em perigo o sistema que permitiu a Hong Kong prosperar e tem sido a chave de seu êxito durante tantos anos", afirma o comunicado.

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