Publicado 17 de Junho de 2020 - 21h06

Por AFP

O novo coronavírus avança sem parar no Brasil e volta a preocupar a China, onde a pandemia surgiu em dezembro passado e que está sofrendo um forte surto, um dia depois de ter sido revelado que um medicamento ajuda a salvar pessoas gravemente doentes da COVID-19.

Com cerca de 32.000 casos e 1.269 mortes em um dia, o coronavírus não recua no Brasil, que já registra mais de 46.000 mortes e 955.377 diagnósticos positivos (o segundo país mais atingido depois dos Estados Unidos), segundo o Ministério da Saúde.

Essa situação levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a lançar um alerta.

"Não estamos vendo a transmissão desacelerar", disse Carissa Etienne, diretora da agência, que alertou que as infecções também estão crescendo em toda a região da América Latina e Caribe, onde que ultrapassou a marca das 85.000 vítimas fatais e 1,8 milhão de casos.

Nesse contexto, o Chile prorrogou o "estado de emergência constitucional devido à catástrofe" por três meses, e o Equador, o estado de emergência por mais dois meses.

A paralisia causada por medidas de confinamento foi um duro golpe para as economias de todo o mundo, e seguem surgindo previsões negativas.

O Banco Central do Chile anunciou nesta quarta-feira que o país sofrerá sua pior contração econômica em 35 anos em 2020, com uma queda de até 7,5% do PIB em relação ao ano passado.

E a companhia aérea chilena-brasileira Latam anunciou que sua subsidiária na Argentina cessará as operações indefinidamente devido à pandemia.

No Peru, outro dos países mais afetados da América Latina, a epidemia deixou mais de 240.000 casos, ultrapassando o número de infecções na Itália.

Enquanto isso, no México, as brigadas médicas vão de casa em casa na capital para fazer testes, embora nem sempre sejam bem-vindas. O país de 126 milhões de habitantes registrou pelo menos 154.863 casos positivos e 18.310 mortes por COVID-19.

O presidente hondurenho Juan Orlando Hernández foi internado no Hospital Militar Tegucigalpa nesta quarta, um dia depois de anunciar que havia contraído o novo coronavírus.

Na China, as autoridades consideram a situação epidêmica de Pequim "extremamente grave" e temem uma nova onda de contágios, depois que o confinamento draconiano e os testes de diagnóstico pareciam ter controlado a pandemia que surgiu no fim de 2019, em Wuhan, na região central do país de 1,4 bilhão de habitantes.

Desde a semana passada, 137 pessoas foram infectadas em Pequim, onde moram 21 milhões de pessoas.

O foco de infecções, ao redor do mercado atacadista de Xinfadi, ao sul da capital, levou as autoridades a cancelarem mais de mil voos nos dois aeroportos da capital, enquanto as escolas fecharam as portas na terça-feira, e a população recebeu o pedido para evitar qualquer viagem não essencial.

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