Publicado 20 de Abril de 2020 - 18h09

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

Da Agência Anhanguera

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Foto: Wagner

Dor, comoção, revolta e indignação marcaram o enterro do motorista por aplicativo Ataídes de Lima Castro, de 44 anos, na tarde desta segunda-feira (20), no cemitério Parque das Flores, no Satélite Iris, em Campinas. Castro foi encontrado morto, com dois tiros, no Jardim Nova América, em Hortolândia, enquanto trabalhava. O crime foi registrado como homicídio simples. A família acredita que o motorista foi vítima de latrocínio – roubo seguido de morte. O celular dele não foi achado. O veículo, um Nissan Versa foi localizado, na Vila Real.

De acordo com o filho, o universitário Henrique Castro Filho, o motorista saiu para trabalhar por volta das 16 horas do sábado e voltaria por volta das 22h. A família reside no bairro São Martinho, na região do Parque Prado. Castro trabalha como motorista de aplicativo desde 2017. “Por causa do isolamento social, meu pai estava encerrando o expediente mais cedo. Por volta das 21 horas, minha irmã passou mensagem, mas não houve resposta. Ela passou novamente e também não teve retorno”, contou Henrique.

Sem ter notícias do motorista, a família registrou boletim de ocorrência de desaparecimento. O filho tentou rastrear o carro e o celular do pai, mas não conseguiu.

O corpo de Castro foi localizado pela Polícia Militar (PM), na Rua da Govarri, após um morador ouvir disparos de arma de fogo e a arrancada de um carro nas proximidades de sua casa. Ao sair na rua, o morador viu o corpo caído e chamou a polícia.

A identificação da vítima só foi possível por meio do sistema de Legitimação à Distância (Lead), já que estava sem documentos. O carro foi achado com o vidro traseiro danificado e foi apreendido pela polícia. “Meu pai era trabalhador e foi largado como lixo, na rua”, disse Henrique.

Durante o enterro, que foi acompanhado por familiares e amigos houve passeata de motoristas de aplicativos, revoltados com a insegurança.

No começo deste ano, Everton Rodrigo de Oliveira Basso, de 33 anos, morador em Hortolândia, foi assassinado durante uma corrida para dois falsos passageiros, que pediram corrida até o Jardim Chapadão, em Campinas. Basso reagiu ao assalto no momento que seria colocado no porta malas.

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Adagoberto F. Baptista