Publicado 17 de Abril de 2020 - 20h41

Por Da AFP


Divulgação

O antiviral Remdesivir do laboratório americano Gilead mostrou resultados promissores depois de ter sido administrado em dezenas de pessoas gravemente doentes de Covid-19 no mundo, de acordo com um artigo publicado no New England Journal of Medicine, sem ser um ensaio clínico de larga escala no momento. As esperanças com o medicamento e reativações econômicas animaram os mercados.

"Ainda temos que garantir a eficácia real do antiviral e da capacidade de Gilead de produzir em quantidade rapidamente", alerta Le Liboux, que observa que "é uma vacina e/ou imunidade coletiva que permitirá ao planeta acabar com o coronavírus".

A farmacêutica americana Gilead, afirmou que não se pode tirar conclusões de um subconjunto de dados do estudo. "Os relatórios anedóticos, apesar de encorajadores, não fornecem o poder estatístico necessário para determinar o perfil de segurança e eficácia do remédio como tratamento para a covid-19", disse um porta-voz da empresa. De 125 pacientes com coronavírus recrutados pela Universidade de Chicago para os testes com a medicação, entre eles 113 considerados graves, a maioria recebeu alta, de acordo com uma reportagem do STAT News.

A Universidade de Chicado é uma das 152 entidades que estão participando dos estudos com o medicamento da Gilead afirmou que o experimento não tem o paralelo do mesmo número de de pacientes tratados com placebo. O laboratório espera para o final do mês, os resultados de seu estudo de Fase 3 com pacientes com Covid-19 e, após receber dados adicionais de outros estudos, o objetivo é disponibilizar os resultados em maio.

A esperança com este novo tratamento e os anúncios de uma reativação parcial da economia em várias regiões do mundo estimularam os mercados ontem. O otimismo era tal, tanto na Ásia quanto na Europa, que os investidores pareciam ignorar o declínio vertiginoso da economia chinesa nesta última sessão da semana.

A Bolsa de Tóquio terminou em alta de 3,15% e as Bolsas chinesas evoluíam em positivo. Por volta das 10h15 GMT (7h15 de Brasília), as Bolsas europeias avançavam claramente: Paris subia 3,88%, Frankfurt 3,70%, Londres 3,26%, Milão 2,55% e Madri 2,80%.

Em Wall Street, os contratos futuros anunciavam uma alta de mais de 2% nos três principais índices americanos antes da abertura. 

Num momento em que vários países apresentam planos para uma reabertura gradual de suas economias para maio, "os mercados querem se apegar a uma esperança de saída da rápida da crise", estima Tangi Le Liboux, estrategista da corretora Aurel BGC.

Apressado para relançar a primeira economia do mundo o mais rápido possível, o presidente dos EUA, Donald Trump, previu a reabertura do país "prudentemente, passo a passo", com base em dados da saúde, mas sem dar uma data precisa.

Escrito por:

Da AFP