Publicado 18 de Abril de 2020 - 11h17

Por Daniela Nucci

Letícia é dona da cachorrinha Pink

Arquivo pessoal

Letícia é dona da cachorrinha Pink

A proliferação do novo coronavírus está causando transtornos em todo planeta e atinge, também, a vida dos animais. O vírus do grupo corona também circula entre alguns animais domésticos e existe até vacinas para os pets. Mas não há motivo para pânico.

A patologia que circula entre os pets não é a mesma que acomete os humanos na pandemia mundial. Ainda assim, a imunização dos pets é fundamental neste momento para evitar que eles fiquem expostos a outras doenças que continuam circulando como a raiva, que pode infectar as pessoas. Os cuidados com relação a pandemia com os pets é na hora dos passeios. Eles não estão proibidos de sair, já que precisam fazer suas necessidades, porém, a recomendação dos profissionais é evitar aglomerações .

"Os cuidados que os proprietários devem tomar com os pets são os mesmos que nós devemos tomar ao sair de casa com as superfie que tocamos. Os animais não transmitem esse vírus para os humanos através da saliva, espirro, tosse, porém podem carregar o vírus nos pelos e nas patas. O passeio deverá ser feito caso o animal realmente não tenha o costume de fazer suas necessidades dentro de casa. Mas que realmente seja um passeio breve", explica a veterinária Juliana Gramasco D'Agostino.

No fim da caminhada, a higienização das patinhas e cuidado extra para aqueles que circulam pelos cômodos de casa são essenciais. "Tem que higienizar toda a superfície corpórea do animal. Esta deve ser feita com água e sabão uma vez que possuem o olfato muito apurado costumam ter sensibilidade ao cheiro do álcool gel", destaca Juliana.

Para as pessoas que estão com suspeita ou infectadas pelo novo coronavírus, Juliana recomenda evitar o contato com seus cães e gatos devem ser evitados. "Pessoas contaminadas que moram com outras pessoas devem evitar o contato com o animal para que esta não carreie o vírus para os demais da casa", diz a veterinária.

Atendimento emergencial e clinicas veterinárias seguem abertas e autorizados durante o isolamento social, mas a orientação da especialista é que o deslocamento seja sempre combinado com o veterinário para evitar aglomerações. "Deve ser feito com horário agendado e que venha um ou, no máximo, duas pessoas com o animal", completa Juliana.

Mudança de rotina

A rotina das irmãs Letícia e Luiza Greve mudou desde a quarentena. As irmãs saiam para passear todos os dias com seus dois cachorros Cristal (preta ) e a Pink. Mas, devido às recomendações de evitar sair de casa e aglomerações, elas decidiram mudar seus hábitos para prevenir a proliferação da doença.

"Tínhamos o costume de passear com elas pelo condomínio, mas agora com a preocupação de contaminação delas trazerem algo por conta das patinhas estamos evitando de sair. Deixamos elas no quintal para tomar sol de manhã e fazer as necessidades. Dávamos banho a cada 15 dias, hoje dou um a vez por semana para evitar o máximo de contaminação possível", diz Letícia.

 

A rotina dos cães Bartholomeu e Apolônio da Fernanda Escobar também foi alterada. "No começo andava com eles uma vez por dia e quando subia limpava as patinhas e dava banho a seco. Depois que tudo começou a ficar mais difícil e da quarentena, não ando mais com eles. Troquei os passeios por brincadeiras, dou um itos brinquedos e estimulo eles brincarem e correrem aqui no apartamento mesmo. Limpei todos os brinquedos antes de dar para eles com medo do coronavírus, além dos cuidados com a alimentação para eles não comerem muito", comenta Fernanda.

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Daniela Nucci