Publicado 18 de Abril de 2020 - 5h30

A Polícia Civil de Mogi Guaçu prendeu, na manhã de ontem, a dona de casa Jennifer Natália Pedro, de 20 anos, mãe da menina Ísis Helena, de um ano e dez meses, que sumiu de casa na manhã do dia 2 de março, em Itapira. A ação aconteceu após a Justiça decretar a prisão temporária, por cinco dias, prorrogável por mais cinco. O pedido foi concedido após agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) suspeitarem de envolvimento dela no caso.

Ao menos 23 pessoas são investigadas, entre os quais ex-vizinhos, traficantes, madrasta e até tios. "Vou pedir relaxamento da prisão, pois ela é incabível. Não há notícias que minha cliente coagiu alguém ou que tentou prejudicar as investigações. Ela sempre contribuiu com tudo e é tão vítima como a filha" , disse o advogado de defesa de Jennifer, João Benedito Camilo Pellisser. "A meu ver, a polícia quer que ela confesse algo que ela não fez para encerrar logo as investigações" , acrescentou.

Jennifer foi levada para o Hospital Municipal de Itapira para a realização de corpo de delito e só no final da tarde ela foi levada para uma cadeia pública feminina, cujo local não foi divulgado. À tarde, bombeiros e policiais civis de Mogi Guaçu realizaram buscas no Rio do Peixe, em uma área rural.

As buscas se deram devido ao fato de que na tarde do dia anterior, foram realizadas buscas na cidade, com apoio de cães farejadores. Segundo os advogados de defesa de Jennifer e do pai da menina, o advogado Roberto Guatelli, as buscas foram realizadas na região rural das Duas Pontes, em um canavial, e em um trecho do Rio do Peixe, com cachorros farejadores de cadáver e de vida. "O cachorro de cadáver sentiu odor no rio e devido ao horário que foi feito as buscas, foram realizadas novamente" , explicou Guatelli. "O pai da menina está indignado com toda essa situação. Nos depoimentos, a mãe entra em contradição. Ela nega participação no sumiço da menina" , emendou. A quebra do sigilo telefônico e as contradições no depoimento levaram os policiais a desconfiarem que a mãe possa ter tramado o rapto e morte da bebê.

Isis Helena não engatinha e toma remédios controlados. Ela dormia em um colchão no chão do quarto, que fica na parte da frente da casa, onde morava com os avós, a mãe e os irmãos.