Publicado 18 de Abril de 2020 - 5h30

As óticas de Campinas voltarão a funcionar a partir de quarta-feira, na primeira medida de flexibilização da quarentena adotada pelo prefeito Jonas Donizette (PSB). Decreto nesse sentido será publicado no Diário Oficial após o feriado. A decisão foi referendada pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e está em estudo, nesse grupo, o início maior da abertura de atividades, após o final da quarentena. O prefeito disse que a ideia é liberar gradualmente o funcionamento dos estabelecimentos, iniciando para 30% das atividades.

Todas as decisões que tomar, disse, terão que ser amparadas pelo comitê. No caso das óticas, elas terão que funcionar com 30% da capacidade, obedecendo todas as exigências sanitárias. Jonas definiu a abertura após reunião com a presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), Adriana Flosi, e com o presidente da Câmara Municipal, Marcos Bernardelli.

Estado

O número de pessoas internadas no Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades de terapia intensiva (UTI) em razão do coronavírus, ontem, no estado de São Paulo é 1.039. O governo reservou para a Covid-19 de 1, 8 mil a 2 mil leitos de UTI. No entanto, alguns hospitais estão chegando em sua capacidade máxima de atendimento intensivo. O Instituto Emílio Ribas voltou a ter 100% de suas UTIs ocupadas.

Alguns dos hospitais que também estão sobrecarregados com o atendimento intensivo são o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), na Capital paulista, com 84% dos seus leitos ocupados. (Com Agência Brasil)

Jonas avalia que Bolsonaro ‘falta com a verdade’

Após o anúncio da mudança de comando no Ministério da Saúde, o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette (PSB) se manifestou sobre as declarações feitas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro e disse que ele falta com a verdade quando fala que prefeitos tomaram medidas sem consultar o governo federal, falta com a verdade. “A própria imprensa recebeu o ofício que mandamos, por duas vezes, pedindo orientações de como proceder diante das falas com relação à preocupação com a economia”, afirmou.

“As decisões que tomamos foram porque não obtivemos respostas do presidente sobre como deveríamos nos portar diante da situação. E os prefeitos tinham que decidir. Como disse o presidente, na sua fala, melhor decidir do que pecar pela omissão. E assim nós fizemos”, salientou.

Sobre a saída de Luiz Henrique Mandetta, disse que, sob o seu comando, os prefeitos tiveram um bom entendimento com a área. “A FNP agradece todo o trabalho do ministro e sua compreensão de que são as cidades que enfrentam a COVID-19.” (MTC/AAN)