Publicado 17 de Abril de 2020 - 5h30

Os alunos da Rede Municipal de Ensino só devem começar a ter aulas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) no mês de maio. Isso porque as aulas que estavam programadas para acontecer a partir da próxima segunda-feira foram prorrogadas, de acordo com a Prefeitura de Campinas. O Ministério Público (MP) acompanha o caso. As aulas devem acontecer por meio da plataforma Google Sala de Aula, que será disponibilizada pela Secretaria Municipal de Educação e Fumec (Fundação Municipal para a Educação Comunitária).

No dia 27 de março, a Secretaria de Educação tinha afirmado que os 70 mil alunos da rede municipal passariam a ter aulas on-line, a partir do próximo dia 20, em virtude da pandemia do coronavírus. Serão contemplados com a plataforma digital os alunos do Ensino Fundamental Regular, Educação Integral, Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos Técnicos e de Qualificação Profissional (ambos do Ceprocamp), além dos programas Consolidando a Escolaridade; Educação Ampliada ao Longo da Vida e de Apoio à Alfabetização, oferecidos pela Fumec. A Educação Infantil também receberá um suporte pedagógico. As normativas e orientações serão divulgadas futuramente.

Serão contemplados com a plataforma digital os alunos do Ensino Fundamental Regular, Educação Integral, Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos Técnicos e de Qualificação Profissional (ambos do Ceprocamp), além dos programas Consolidando a Escolaridade; Educação Ampliada ao Longo da Vida e de Apoio à Alfabetização, oferecidos pela Fumec. A Educação Infantil também receberá um suporte pedagógico. No entanto, as normativas e orientações serão divulgadas futuramente.

De acordo com o cronograma inicial, a partir de 6 de abril, a plataforma estaria aberta para a ambientação dos professores. No dia 13 de abril para os alunos e, a partir do dia 20 de abril, começariam a valer as interações pedagógicas.

No entanto, ontem, a Prefeitura informou, por meio da assessoria de imprensa, que a Secretaria Municipal de Educação reorganizou o calendário e as atividades pedagógicas estão previstas para iniciar em maio. "Alunos e professores já estão fazendo interações na plataforma Google Sala de Aula. A Secretaria de Educação está trabalhando para que todos os alunos tenham acesso às atividades pedagógicas", afirmou.

O promotor de Justiça Rodrigo Augusto de Oliveira instaurou inquérito civil para apurar as providências adotadas pela administração de Campinas para garantir, durante a quarentena decretada em razão do novo coronavírus, merenda escolar e educação a distância aos alunos matriculados na rede municipal de ensino.

O procedimento teve início após a Promotoria da Infância e Juventude de Campinas tomar conhecimento de que 21 mil cestas básicas seriam entregues pelo Executivo local, ao longo de três meses, a 8.500 alunos da rede municipal de ensino, que conta com um total de 70 mil alunos. Foram pedidos esclarecimentos à Secretaria Municipal de Educação, que tem o prazo até a próxima sexta-feira para o envio das respostas.