Publicado 17 de Abril de 2020 - 14h27

Por Estadão Conteúdo


Mike Dinovo/Divulgação

Os Estados Unidos são o epicentro do novo coronavírus neste momento. Já são mais de 640 mil infectados e 28,4 mil mortos, números que causam pavor em quem vive por lá. É o caso, por exemplo dos brasileiros que jogam na MLS, a Major League Soccer, considerada a principal liga de futebol do país. Eles lutam para evitar contato com a doença, proteger os familiares que estão com eles e os que ficaram no Brasil e ainda precisam treinar em casa, para não perder o ritmo e condição física quando o futebol voltar a ser disputado.

O Estado ouviu três jogadores e um dirigente que atuam em locais distintos nos Estados Unidos. O país tem algumas regiões em que os casos se concentram, como em Nova York, onde o atacante Heber defende o New York City.

"Todos os dias eu vejo a atualização do número de casos. O que assusta é às vezes você ver um vídeo ou até passar em locais turísticos como Central Park, Times Square ou Manhattan e ver tudo vazio. Nosso time tem feito alguns treinos via videoconferência e temos uma programação para seguir em casa. O bom é que dá para ver os companheiros, brincar e matar as saudades", disse o brasileiro de 28 anos, que mora um estado com mais de 200 mil casos e 10,8 mil mortos.

Everton Luiz tem 30 anos e é volante do Real Salt Lake City, de Utah. No Estado são mais de 2,4 mil casos e 19 mortos. Ele revelou que cogitou retornar ao País, mas garante que se sente mais seguro nos Estados Unidos.

"Nós queríamos ir ao Brasil, passar tudo isso em casa, perto da família, mas depois vimos que era melhor ficar por aqui. O clube nos passa todo apoio e segurança, nossos filhos estão bem protegidos e nessas horas viajar não é a melhor opção. Estamos sempre em contato com meu sogro e familiares para termos informações atualizadas. Temos certeza que isso vai passar e que sairemos todos melhores como pessoas", afirmou.

Assim como ocorre no Brasil, alguns estados estão conseguindo, com políticas de segurança de saúde, evitar que a pandemia cause ainda mais estragos. É o caso de Ohio, por exemplo, onde o volante Artur joga pelo Columbus Crew.

"O clube tem tomado todas as medidas para ajudar a gente. Temos conversado por chamada de vídeo e eles passam instruções do que fazer para todo o elenco e nos atualiza sobre a situação do país e do campeonato. Ainda não temos prazo para voltar a treinar e nem jogar. Tinham falado que o campeonato voltaria dia 10 de maio, mas acho pouco provável. Não temos que ter pressa. O esporte fica em um segundo momento agora", comentou Artur, que mora em um estado com mais de 100 casos e 3 mortes.

André Zanotta é diretor de futebol do Dallas FC, clube do Texas, estado com mais de 14,6 mil casos e 300 mortos. Ele revela como tem sido ligar com atletas e membros da comissão técnica nesse momento de paralisia do esporte.

"Nós organizamos uma série de reuniões com a comissão técnica e os atletas. Nosso preparador físico passa treinos todos os dias e a comissão dividiu o elenco em grupos, de acordo com a posição Os jogadores recebem vídeos de partidas para analisar e depois discutem questões técnicas", comentou.

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