Publicado 19 de Abril de 2020 - 8h02

Por Maria Teresa Costa

Pessoas caminham protegidas: várias cidades da Região Metropolitana de Campinas analisam a adoção da obrigatoriedade do uso de máscaras

Leandro Ferreira/AAN

Pessoas caminham protegidas: várias cidades da Região Metropolitana de Campinas analisam a adoção da obrigatoriedade do uso de máscaras

Após Campinas e Pedreira decretarem a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção para as pessoas nos estabelecimentos considerados serviços essenciais e que estão abertos na quarentena, o prefeito Norberto Olivério (PSD), de Santo Antonio de Posse, baixou decreto obrigando o uso nos serviços e nas ruas. A cidade registrou na última semana o primeiro caso de Covid-19 e investiga outras 16 suspeitas de infecção pelo novo coronavírus.

A Prefeitura montou uma força tarefa para produzir e distribuir 25 mil máscaras à população. A intenção, segundo ele, não é multar, mas orientar as pessoas. A fiscalização estará nas ruas ajudando a população. “Quem estiver sem máscara será orientado a voltar para casa e permanecer em isolamento domiciliar. Mas se reincidir, vamos adotar as medidas cabíveis”, afirmou. Costureiras voluntárias estão realizando a confecção e outra equipe de pessoas da comunidade e servidores atuam nos serviços complementares à costura, como passar elástico, cortar o tecido, entre outros.

De acordo com Olivério, os moradores de Posse têm resistido ao isolamento social, mas houve mais adesão após o registro do primeiro caso na cidade. Prefeitos das demais cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) informaram ao Correio Popular que estão analisando a adoção da medida.

O prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini (PDT), disse que, nesta semana, quando a cidade tiver máscaras em número suficiente para garantir o uso de todos, vai publicar decreto obrigando os estabelecimentos que prestam serviços essenciais a só permitirem a entrada de clientes que estejam usando máscaras. “Estamos promovendo a consciência das pessoas enquanto aumentamos nosso estoque e produção das máscaras”, informou Perugini.

O prefeito de Nova Odessa, Benjamin Bill de Souza, afirmou que não decretou a medida porque o Ministério da Saúde tem orientado o uso de máscara só pra quem está doente. “Mas sempre é preciso fazer uma avaliação. O que temos feito é um trabalho de orientação junto a esses estabelecimentos comerciais essenciais, pedindo que eles não permitam a aglomeração de pessoas e também respeitem a distância mínima entre elas”, afirmou.

Já o prefeito de Morungaba, Marcos de Oliveira (PSD), informou que está analisando a adoção obrigatória do uso de máscara. A cidade tem quatro casos confirmados, entre eles o prefeito, que chegou a ficar internado, cumpriu quarentena e retornou ao trabalho.

Em Campinas, o decreto que determina o uso de máscaras de proteção nos estabelecimentos considerados de serviços essenciais foi publicado na segunda-feira e teve alteração, com o acréscimo da obrigatoriedade aos proprietários de fornecerem e determinarem o uso de máscaras de proteção aos funcionários que atuam no atendimento de clientes, além de fornecerem álcool em gel para uso dos clientes.

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Maria Teresa Costa