Publicado 18 de Abril de 2020 - 14h03

Por Henrique Hein

Apoiadores do presidente Bolsonaro pediram a reabertura do comércio

Reprodução

Apoiadores do presidente Bolsonaro pediram a reabertura do comércio

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fizeram uma carreata na manhã desse sábado (18) pelas ruas de Americana e Santa Bárbara d’Oeste cobrando a reabertura do comércio durante o período da quarentena e o impeachment do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O ato teve início em frente a uma loja da Havan, em Santa Bárbara, por volta das 10h. De lá, os manifestantes seguiram em direção à região central da cidade. Por volta das 11h40, a carreata passou pela Avenida da Saudade, em Americana.

Cartazes e bandeiras do Brasil foram utilizados por boa parte dos manifestantes, que dentre outras coisas pediam a volta do regime militar no País. Críticas em relação a falas de Doria na última quinta-feira, também foram lembradas por eles. “Uma carreata com duas dúzias de veículos e pessoas gritando não me parece exatamente uma representação majoritária daquelas pessoas que vivem em Americana ou outras pessoas que vivem na Região Metropolitana de Campinas”, chegou a dizer o governador.

A manifestação nas duas cidades da região também foi compartilhada em tempo real por meio de lives no Facebook, onde era possível ver uma quantidade relativa de pessoas dirigindo seus carros pelas vias municipais. Buzinaços e frases como “Bolsonaro tem razão” e “Fora Doria” foram, disparadamente, as mais utilizadas no manifesto.

Campinas

Em Campinas, um ato semelhante estava marcado para acontecer durante a manhã, no bairro do Cambuí, mas os protestantes acabaram não comparecendo ao local, ao que tudo indica, com medo de serem multados por agentes de trânsito da Emdec. Os manifestantes tinham combinado nas redes sociais de se encontrarem no Centro de Convivência. No entanto, segundo a Guarda Municipal, ninguém compareceu ao ato.

No final de março, o prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou que o Poder Público passaria a multar os veículos que participassem de buzinaços na cidade e que comportamento seria punido sob a alegação de perturbação da ordem pública e desobediência civil. "Vou fazer valer a prerrogativa dada pelo ministro do STF, Marco Aurélio Mello, de que os prefeitos têm autoridade para tomar essa atitude", disse a época, o chefe do Executivo, referindo-se a autonomia que possui para decretar estado de calamidade e as medidas decorrentes disso.

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Henrique Hein