Publicado 20 de Abril de 2020 - 15h07

Por AFP

Depois de cinco semanas sem pisar em terra firme por causa das restrições vinculadas ao coronavírus, parte dos 1.800 passageiros do cruzeiro "Costa Deliziosa" puderam desembarcar nesta segunda-feira (20) em Barcelona, na Espanha, após o fim de uma atípica volta ao mundo confinada.

O luxuoso barco tinha partido no dia 5 de janeiro de Veneza, no norte da Itália, para um cruzeiro ao redor do mundo que ainda desconhecia a existência desse vírus que acabou alterando a vida de todos, incluindo a dos passageiros da embarcação.

Mais de cem dias depois, e após um trajeto de cinco semanas a partir da Austrália sem a possibilidade de desembarcar, o navio de doze andares finalmente atracou nesta segunda em Barcelona.

Ainda que mantenha suas fronteiras fechadas, Madri autorizou a entrada do navio para o alojamento dos 168 passageiros espanhóis a bordo e outros europeus que não quiseram esperar o desembarque na próxima quarta-feira em Gênova, na Itália, no final da viagem.

"O barco chegou. Todos os espanhóis já desembarcaram e estão a caminho das suas casas", disse nesta segunda-feira pela manhã um porta-voz da empresa Costa Cruzeiros, destacando que nenhum passageiro tinha contraído o vírus.

O barco de 300 metros tinha solicitado previamente atracar em Marselha, no sul da França, para desembarcar cerca de 460 passageiros, em sua maioria franceses, mas não recebeu autorização das autoridades porque estava prevista a entrada de outro cruzeiro com 1.700 passageiros.

Em um dia atipicamente chuvoso e cinza em Barcelona, os 168 passageiros espanhóis, além de três portugueses, foram os primeiros a desembarcar em pequenos grupos que eram levados por um ônibus à cidade, indicou um fotógrafo da AFP.

À tarde, mais de uma centena de turistas franceses deixaram o navio, e serão transportados por um ônibus até a cidade de Montpellier, onde passarão a noite antes de voltar para suas casas, explicou à AFP o prefeito Philippe Saurel.

Um deles era o aposentado Patrick Contini, de 70 anos, que junto a outros franceses havia sido avisado pela manhã que o seu governo tinha permitido repatriá-los.

"Estamos muito aliviados. Se tivéssemos que ir a Gênova, teria sido muito mais difícil chegar a nossa casa em Bayona", um local no sudoeste, muito próximo da fronteira espanhola, informou Contini por telefone à AFP.

À noite o navio deve seguir em direção à Gênova, onde na quarta-feira deve começar o desembarque do restante dos passageiros e dos 900 membros da tripulação, disse a empresa em comunicado.

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