Publicado 20 de Abril de 2020 - 11h47

Por AFP

Médicos japoneses pediram às autoridades que intensifiquem as medidas para evitar a saturação do sistema hospitalar depois que o país superou a barreira de 10.000 casos de COVID-19 no fim de semana, apesar da instauração do estado de emergência.

Embora a pandemia no Japão continue longe dos níveis registrados na Europa e nos Estados Unidos, o país tem o terceiro maior número de casos na Ásia, depois de China e Índia.

O balanço mais recente do ministério da Saúde menciona 171 mortes e 10.751 infectados desde o início da crise, quase 400 contagiados a mais em 24 horas.

Na semana passada, as autoridades decretaram estado de emergência em todo o território até 6 de maio, depois de limitar a medida em um primeiro momento a sete regiões.

O número de passageiros nos trens e linhas de metrô da capital, habitualmente lotados nos horários de pico, caiu consideravelmente, mas as lojas e restaurantes continuam abertos.

A lei de estado de emergência não pode forçar o respeito às determinações, mas a "mensagem pode chegar de maneira mais eficaz, rigorosa e constante, inclusive sem sanções", afirmou nesta segunda-feira Kentaro Iwata, infectologista da Universidade de Kobe.

"Precisamos de medidas muito mais eficazes (...) O sistema está à beira do colapso em vários lugares do Japão", advertiu Iwata, muito crítico à gestão da crise de saúde.

A estratégia japonesa de testes limitados associados a um acompanhamento dos contatos funcionou bem quando o número de casos era reduzido, afirmou o infectologista.

O governo anunciou que revisou a estratégia e reforçou a capacidade de teste de diagnóstico, alterando a regra que exigia que pessoas com resultado positivo permanecessem nos hospitais e a imposição do estado de emergência para frear a propagação do vírus.

bur-uh/jhd/af/mb/fp

Escrito por:

AFP