Publicado 20 de Abril de 2020 - 7h47

Por AFP

O príncipe Harry, da Inglaterra, e sua mulher, Meghan Markle, puseram em uma lista negra quatro grandes tabloides do Reino Unido, os quais acusam de terem publicado histórias "tendenciosas, falsas e invasivas muito além do razoável".

Em uma dura carta dirigida aos editores do The Sun, Daily Mail, Mirror e Express, o casal anunciou que não haverá, da parte deles, "nenhuma colaboração" com estes veículos, informa o jornal The Guardian nesta segunda-feira (20).

"Com esta política, não se trata de evitar as críticas, nem de calar o debate público, ou censurar informações fielmente contrastadas", afirmam, de acordo com a carta, compartilhada no Twitter pelo especialista em mídia do Financial Times, Mark Di Stefano.

O neto da rainha Elizabeth II e sua esposa disseram não querer serem usados como "uma moeda em uma economia de "clickbait" e distorção".

"O duque e a duquesa de Sussex viram as vidas de pessoas próximas - assim como de completos estranhos - totalmente destruídas apenas para que fofocas obscenas aumentassem a receita publicitária", diz um trecho publicado pelo The Guardian.

O jornal descreve a carta como um "ataque sem precedentes a uma grande parte da imprensa".

O casal ressalta que sua decisão não se refere a todos os veículos e que continuará trabalhando com os jornalistas.

Harry, de 35 anos, sexto na ordem de sucessão ao trono, e Meghan, de 38, anunciaram em janeiro passado seu desejo de se afastarem dos deveres reais e serem financeiramente independentes.

Sua saída - apelida de "Megxit" pela imprensa britânica - foi precedida de informações, segundo as quais Meghan não era feliz com a vida na realeza, e ambos se queixaram da invasão dos jornais.

Após uma breve passagem pelo Canadá, Harry e Meghan se instalaram na Califórnia no mês passado.

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