Publicado 18 de Abril de 2020 - 20h57

Por AFP

Centenas de pessoas em diferentes cidades dos Estados Unidos saíram às ruas para protestar contra as medidas de confinamento contra a pandemia de coronavírus, incentivadas pelo presidente Donald Trump em um contexto de crescente críticas contra essas restrições.

A maior manifestação desse tipo ocorreu até agora em Lansing, Michigan, onde cerca de 3.000 pessoas se reuniram para mostrar insatisfação com o confinamento ordenado pela governadora Gretchen Whitmer.

Em Concord, capital do estado de New Hampshire, cerca de 400 pessoas se reuniram na chuva para pedir que a quarentena não fosse estendida em um estado onde os casos de COVID-19 são relativamente poucos, segundo um fotógrafo da AFP.

Uma mobilização semelhante ocorreu diante da sede do governo de Maryland em Annapolis, que envolveu cerca de 200 pessoas.

Por outro lado, em Austin, Texas, cerca de 250 pessoas protestaram contra a obrigação de ficar em casa.

Com palavras de ordem contra "o colapso econômico" causado pela interrupção de todas as atividades não "essenciais" como resultado das medidas de confinamento.

O organizador do protesto em Austin, Alex Jones, fundador do portal de notícias Infowars, ligado à extrema-direita, chegou numa van com ares d tanque de guerra, causando gritos de alegria por parte dos participantes.

Em alguns estados com governos democratas, os protestos foram incentivados pelo presidente Trump através de sua conta no Twitter. O presidente afirmou que apoia um rápido retorno à vida normal.

No entanto, também foram registradas mobilizações com reivindicações contra o isolamento doméstico em estados com governo republicano, como New Hampshire (nordeste), com 1,3 milhão de habitantes, onde o confinamento está em vigor até 4 de maio. Os manifestantes, exibindo várias bandeiras dos Estados Unidos, pediram o levantamento antecipado da medida.

Homens com o rosto coberto e portando armas podiam ser vistos entre os que protestavam, segundo um jornalista da AFP.

"As pessoas estão muito felizes em fazer o que é necessário voluntariamente", disse à AFP Skip Murphy, um dos manifestantes, desenvolvedor de software de 63 anos de idade, em entrevista por telefone.

No entanto, segundo Murphy, "os dados não garantem" o fechamento que foi imposto em New Hampshire.

Até a manhã de sexta-feira, naquele estado, havia 1.287 infecções e 37 mortes por coronavírus.

"E os nossos direitos constitucionais?", perguntou Murphy.

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