Publicado 18 de Abril de 2020 - 8h07

Por AFP

Nas próximas semanas, a reabertura dos colégios marcará o início do fim do confinamento em vários países europeus. Mas como a epidemia de COVID-19 ainda está longe de um recuo, este é um risco assumido?

As escolas abrirão as portas de maneira progressiva a partir de 11 de maio na França e Suíça, de 4 de maio na Alemanha, de 27 de abril na Noruega e já retomaram algumas atividades na Dinamarca.

Na Espanha, onde, ao contrário de outros países europeus, as crianças não podem sair às ruas, as autoridades decretaram que os estudantes continuem com as aulas on-line durante o terceiro trimestre letivo e não mencionaram uma possível data de reabertura dos centros de ensino.

Quais os riscos para alunos e professores? Quais os riscos de propagação do coronavírus SARS-Cov-2 dentro das escolas? A retomada das aulas pode provocar uma nova onda da epidemia?

A morte de crianças pelo coronavírus é uma notícia que choca a opinião pública. Mas estes casos são raros.

Na França foram registradas até o momento duas mortes de menores de idade pela COVID-19: uma adolescente de 16 anos e um menino de menos de 10 anos.

O número de casos graves registrados entre pessoas com menos de 15 anos representou apenas 0,6% do total na França entre 16 de março e 12 de abril, de acordo com a agência Santé Publique France.

"Por quê as crianças têm sintomas leves com poucas hospitalizações? Confesso que no momento não tenho resposta", declarou à AFP o epidemiologista Antoine Flahault, diretor do Instituto de Saúde Global da Universidade de Genebra.

Mas há várias hipóteses sobre a questão, geralmente envolvendo a resposta imunológica das crianças.

Portanto, o risco de pessoas jovens ficarem gravemente doentes na volta às aulas parece menor.

Outro questionamento é a capacidade das crianças, com uma forma leve da doença ou assintomáticos, de transmitir o vírus a sua família ou para os professores.

Os dados a este respeito são menos definitivo, porque é difícil estudar o poder transmissor de sujeitos que têm poucos ou nenhum sintoma.

"A quantidade de vírus nas crianças não é tão elevada, é menor que no adulto", afirmou o professor Jean-François Delfraissy, presidente do conselho científico COVID-19 que assessora o governo francês sobre a epidemia.

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