Publicado 17 de Abril de 2020 - 20h27

Por AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer começar a reativar a economia do país, atingido pela pandemia da COVID-19, mas seu plano não estabelece um cronograma específico.

Nas últimas quatro semanas, mais de nove em cada dez residentes nos Estados Unidos foram orientados pelas autoridades a permanecer em casa para conter a disseminação do novo coronavírus, declarado uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março.

O cancelamento das atividades gerou uma crise econômica que causou a perda de 22 milhões de empregos nos Estados Unidos e levou o país à pior recessão desde a Grande Depressão de 1929.

Trump, que tentará a reeleição em novembro, sonhava com uma reabertura em massa e generalizada para a Páscoa.

Mas as diretrizes anunciadas pela Casa Branca na quinta-feira deixam claro que o retorno à vida cotidiana será lento, cauteloso e diferente para cada região, com cada um dos 50 estados decidindo quando e como será o fim do confinamento da população e a reabertura de empresas, lojas, restaurantes e escolas.

Na região industrial dos Grandes Lagos, mais afetada, vários estados estão prevendo reaberturas parciais em duas semanas.

Em Michigan, a governadora disse que espera "avançar alguns passos em 1º de maio".

Não é o caso de Nova York, o epicentro do surto de COVID-19 nos Estados Unidos, com 15.000 mortes, quase metade de todas as vítimas, onde a ordem de confinamento durou até 15 de maio.

Também não está pronta a capital federal Washington, cuja área metropolitana inclui os estados de Maryland e Virgínia, que espera um "pico" de infecções na próxima semana e anunciou que as escolas não serão reabertas pelo restante do ano letivo.

Em um ano eleitoral atípico, a política também fará sua parte. Estados governados por republicanos do tipo Trump podem retomar a atividade normal mais cedo do que os dirigidos pelos democratas da oposição.

Atualmente, um movimento próximo à base de direita de Trump surgiu com pedidos para encerrar as quarentenas e voltar ao trabalho.

Em carreatas e às vezes armados com rifles, os manifestantes fizeram protestos em vários estados, incluindo Virgínia, Michigan, Minnesota, Carolina do Sul, Kentucky e Ohio.

Iniciativas semelhantes foram convocadas para sábado em Concord, New Hampshire e Austin, Texas.

Trump apoiou os manifestantes nesta sexta-feira, escrevendo no Twitter a mensagem "LIBERTEM-SE" dirigida a Virgínia, Michigan, Minnesota, três estados governados pelos democratas que podem ser fundamentais para definir quem vencerá as eleições presidenciais em 3 de novembro.

No entanto, pesquisas mostram que a grande maioria dos americanos prefere esperar para reabrir a economia.

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