Publicado 17 de Abril de 2020 - 13h58

Por AFP

A crise econômica pela pandemia do coronavírus pode colocar por água abaixo os progressos obtidos em matéria de desenvolvimento nos últimos anos nos países pobres - advertiu o presidente do Banco Mundial, David Malpass, nesta sexta-feira (17).

A instituição multilateral com sede em Washington adotou vários compromissos para os países mais vulneráveis do mundo, muitos deles na América Latina, África e Ásia, comprometendo 160 bilhões de dólares para os próximos 15 meses. O objetivo é que estes recursos sejam usados no financiamento de projetos no terreno.

Muitos destes projetos estão destinados a conter a pandemia, incluindo aumentar o acesso a mais testes, estabelecer cordões sanitários e ter mais equipamento médico.

"Mas isso vai ser claramente insuficiente", no momento em que falta tudo nestes países, comentou Malpass, durante as reuniões semestrais do Banco e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Este ano, por conta da pandemia, as reuniões foram todas virtuais.

Malpass reiterou que se espera uma recessão global de grande envergadura e que as estimativas apontam que será mais profunda do que a Grande Recessão. Entre as causas, estão a queda simultânea da produção, do investimento, do emprego e do comércio.

"Se não agirmos rápido para fortalecer os sistemas e reforçar a resiliência, os avanços em desenvolvimento nos últimos anos podem se perder facilmente", advertiu.

O FMI espera uma contração global de 3%, mas a queda do PIB pode ser maior, se a pandemia não for controlada antes do final de junho, e as medidas de confinamento tiverem de se prolongar no segundo semestre.

Na América Latina, a crise será mais acentuada, com uma contração de 5,2% e, no caso da Espanha, país severamente atingido pela COVID-19, a queda do PIB será de 8%.

A pandemia deixou pelo menos 145.673 mortos e mais de 2 milhões de pessoas infectadas em todo mundo, conforme balanço da AFP atualizado às 8h desta sexta-feira.

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