Publicado 17 de Abril de 2020 - 9h27

Por AFP

O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) 89 mortes adicionais pelo novo coronavírus em 24 horas, um balanço inferior a 100 mortos pelo quarto dia consecutivo no país, o mais afetado no Oriente Médio.

Isso eleva o número total de vítimas da COVID-19 para 4.958, segundo o porta-voz do ministério da Saúde, Kianuche Jahanpur.

É o sexto dia consecutivo de redução no número de mortes no Irã, onde 1.499 novos casos foram detectados nas últimas 24 horas, elevando para 79.494 o total de infectados entre 319.879 pessoas testadas, segundo Jahanpur.

Entre os casos hospitalizados, 54.064 pessoas estão curadas e 3.563 estão em estado crítico, acrescentou.

Desde o anúncio dos primeiros casos, em meados de fevereiro, alguns suspeitam que os números oficiais iranianos estejam subestimados.

Um relatório de um centro de pesquisa parlamentar divulgado na terça-feira aponta que os números divulgados oficialmente se baseiam apenas em casos hospitalares com "sintomas graves".

Segundo este relatório, o número real de mortes é 80% superior e o número de infecções de "8 a 10 vezes" maior.

O ministério da Saúde confirmou que os números poderiam ser elevados devido a um número limitado de testes, mas rejeitou acusações de estimativas baseadas em um "modelo incorreto".

O governo iraniano enfrenta a epidemia e as sanções americanas que sufocaram sua economia desde 2018, quando os EUA se retiraram unilateralmente do acordo nuclear internacional iraniano.

Escolas e universidades estão fechadas, grandes eventos e comícios são proibidos e uma série de restrições de movimento foi imposta, mas o governo não instituiu o confinamento.

As pequenas empresas foram autorizadas a reabrir nas províncias, e os comércios de "baixo risco" devem reabrir em Teerã a partir de sábado.

A medida foi criticada por especialistas e nos círculos de poder, mas foi defendida pelo governo para lidar com o colapso da economia.

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