Publicado 16 de Abril de 2020 - 21h27

Por AFP

Em tempos de pandemia, mais vale usar papel para secar as mãos do que um secador elétrico, que é menos eficaz para acabar com os patógenos que sobreviveram à lavagem, revela um estudo divulgado nesta sexta-feira em Paris.

As autoridades internacionais de saúde destacam, desde o início da epidemia do novo coronavírus, a importância de se lavar as mãos regularmente com água e sabão.

As mãos são um vetor importante na transmissão de patógenos ao tocar maçanetas e outros objetos de uso geral, e com frequência são levadas à boca.

Os autores do estudo - que seria apresentado esta semana em Paris no Congresso Europeu de Microbiologia e Doenças Infecciosas (anulado pela pandemia) - concluíram que se as mãos não ficarem bem lavadas, o papel é mais eficiente para eliminar os patógenos restantes.

O estudo não utilizou o SARS-coV-2, "mas acreditamos que nossos resultados são pertinentes para o controle do novo coronavírus", destacam os pesquisadores, liderados por Ines Moura, da Universidade de Leeds.

"Devemos privilegiar as toalhas de papel para secar as mãos, para reduzir o risco de contágio e de propagação".

O estudo analisou um bacteriófago (vírus que ataca bactérias) em quatro voluntários, que não lavaram as mãos (para simular uma má lavagem) e utilizaram papel ou secador elétrico antes de tocar maçanetas, corrimões, telefones e estetoscópios em um hospital.

Os dois procedimentos reduzem o contágio, mas em 10 das 11 superfícies verificadas, o método de ar quente deixou "mais contaminação ambiental".

A contaminação das superfícies tocadas foi, em média, dez vezes maior após o secador elétrico do que com as toalhas de papel.

"Este estudo não surpreende ou é particularmente útil na batalha contra a COVID-19", avaliou o doutor Simon Clarke, da universidade britânica de Reading, acrescentando que o importante para deter o vírus é o uso de água e sabão, que não estão presentes na pesquisa.

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