Publicado 16 de Abril de 2020 - 20h47

Por AFP

O presidente Donald Trump recomendou nesta quinta-feira um plano para "reabrir" os Estados Unidos gradualmente, depois que as restrições à contenção do coronavírus causaram um duro golpe à economia e aumentaram o desemprego.

"De acordo com os dados mais recentes, nossa equipe de especialistas agora concorda que podemos iniciar uma nova frente nesta guerra, que chamaremos de" reabertura dos Estados Unidos", disse Trump, em um momento em que a pandemia deixa mais de 31.000 mortos no país.

Em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump afirmou que manter as restrições "não é uma solução sustentável a longo prazo" e que sua administração emitirá um guia para dar aos governadores poder de decisão, dependendo do número de casos.

"Nossa abordagem delineará três fases para restaurar nossa vida econômica. Não vamos reabrir uma vez, mas em um cuidadoso processo passo a passo, e alguns estados poderão abrir antes de outros", afirmou o presidente.

Desde meados de março, mais de 22 milhões de pessoas solicitaram auxílio-desemprego e, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia americana vai recuar 5,9% em 2020.

Trump garantiu que os governadores e não a Casa Branca serão responsáveis por tomar a decisão.

"Se eles precisarem permanecer fechados, permitiremos que o façam. Se acharem que é hora de reabrir, daremos a eles a liberdade e a orientação necessárias", declarou.

Segundo o presidente, o estados menos densamente povoados, onde o coronavírus não é um problema, podem reabrir suas economias "literalmente amanhã".

"Você está falando daqueles estados que já estão em ótima forma? Eles poderão abrir literalmente amanhã", disse.

Em outros comentários, Trump citou a situação de Dakota do Norte, Montana e Wyoming como "muito diferente" de estados mais atingidos como Nova York.

O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, disse na quinta-feira que "provavelmente levará um ano ou dois, alguns anos, para que a economia americana recupere sua força total".

Anthony Fauci, principal consultor médico da Casa Branca para a crise da COVID-19, disse que esse plano visa "voltar ao normal", mas explicou que os Estados Unidos são um país muito grande, com dinâmicas diferentes.

"Se houver uma recaída, talvez tenhamos que voltar", disse o médico.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse nesta quinta que o estado ficará em quarentena até 15 de maio, mas disse que o "controle da besta" foi alcançado.

"Diminuímos a taxa de contágio" graças à quarentena generalizada promulgada há um mês, afirmou Cuomo em entrevista coletiva.

O coronavírus deixou 11.580 mortes em seu estado, o foco principal da epidemia.

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