Publicado 16 de Abril de 2020 - 18h17

Por AFP

O governo da Colômbia pediu nesta segunda-feira (13) apoio internacional urgente para atender centenas de milhares de imigrantes venezuelanos que estão em seu território em plena pandemia de coronavírus.

"O Governo Nacional faz um chamado urgente à comunidade internacional para incrementar os recursos destinados a apoiar os esforços da Colômbia na atenção integral dos imigrantes provenientes da Venezuela e das comunidades que os acolhem, especialmente na superação da emergência gerada pela COVID-19", informou o ministério da Saúde em comunicado.

O governo garantiu que a "política de portas abertas" da Colômbia em relação aos imigrantes resulta em um "alto custo de recursos financeiros e humanos", que vai além dos esforços para enfrentar a COVID-19.

"Agora, por causa da situação especial de emergência sanitária em que o país e o mundo se encontram, a necessidade de aumentar as fontes de financiamento tornou-se evidente", acrescentou o documento.

De acordo com as autoridades migratórias, a Colômbia é o principal destino dos imigrantes venezuelanos, que fogem da crise em seu país de origem. Nas últimas semanas, centenas voltaram à Venezuela em meio à pandemia.

Desde 2015, há 4,9 milhões de migrantes venezuelanos no mundo, após deixarem o próprio país. Segundo a ONU, a Venezuela precisa de ajuda internacional diante do devastador efeito econômico da pandemia.

A ONU destacou a recepção que a Colômbia deu a esses imigrantes e o país sul-americano fez diversos chamados à comunidade internacional em busca de fundos para auxiliar nesse processo de saída dos venezuelanos do seu país de origem.

A pandemia obrigou a Colômbia a ter esforços milionários, já que no país até o momento foram registradas 109 mortes e 2.776 casos da COVID-19.

O governo providenciou mais de US$ 15 bilhões e solicitou acesso a uma linha de crédito de US$ 11 bilhões ao Fundo Monetário Internacional.

Para 2020, a quarta economia latino-americana prevê que terá um dos "piores" resultados econômicos de sua história, com crescimento negativo entre 1,5 e 2%, segundo o Ministério da Fazenda.

Antes da pandemia, sua economia tinha sido atingida pela queda nos preços do petróleo e pelo desemprego, que chegou a uma taxa de 11,2%.

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