Publicado 16 de Abril de 2020 - 15h57

Por AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou nesta quinta-feira (16) durante uma conversa com seu colega chinês, Xi Jinping, que as acusações contra Pequim, sob suspeita de ter praticado desinformação sobre o coronavírus que apareceu na China, são "contraprodutivas".

Putin elogiou durante a teleconferência "as ações coerentes e eficazes dos chineses, que estabilizaram a situação epidemiológica no país", afirmou o Kremlin em comunicado de imprensa.

Além disso, o presidente russo denunciou "o caráter contraprodutivo das tentativas de acusar a China de não ter informado o mundo mais rapidamente sobre a aparição de uma nova infecção perigosa", pedindo uma cooperação mais estreita entre Rússia e China na luta contra a pandemia.

O governo de Donald Trump acusou Pequim de ter "ocultado" a gravidade da epidemia quando teve início na China, e na terça-feira congelou a contribuição financeira dos EUA para o funcionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), acusando-a de ter se alinhado com as posições chinesas.

No entanto, na quarta-feira, Estados Unidos e China se comprometeram a cooperar para combater o coronavírus, apesar das fortes tensões entre ambas potências.

Washington também disse nesta quinta-feira que vai lançar uma "investigação" para compreender a origem da COVID-19, parecendo não excluir a hipótese de que o coronavírus que a provoca tenha saído de um laboratório chinês de Wuhan (centro), região onde pandemia teve início.

Atualmente, especialistas acreditam que o coronavírus apareceu no final de 2019 em um mercado ao ar livre de Wuhan, onde são vendidos animais vivos pouco comuns para o consumo humano, como morcegos.

O vírus de origem animal teria sofrido mutações para então se propagar entre os humanos.

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