Publicado 06 de Março de 2020 - 14h16

Por Adagoberto F. Baptista

Alenita Ramirez

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Vídeo divulgação

A Polícia Civil de Campinas abriu inquérito para investigar uma agressão de um grupo de policiais militares contra um advogado, em frente ao plantão do 1º Distrito Policial (DP), na madrugada do dia 1º. O espancamento foi registrado por câmaras de segurança. O advogado registrou boletim de ocorrência dois dias após. “As imagens são fortes e totalmente reprováveis. É repugnante. Por mais que o advogado tenha falado algo, nada justifica a ação”, disse o delegado titular do DP, Hamilton Caviolla Júnior.

O espancamento aconteceu após o registro de um boletim de ocorrência de desacato feito pela Polícia Militar (PM) contra o advogado e um amigo dele.

A confusão teria começado em um bar, na região do Parque Gramado, no final da tarde do dia 29. O advogado estava com amigos no local quando em dado momento, um dos amigos se envolveu em uma confusão na parte externa do estabelecimento. Como havia policiais no local e o amigo estaria sendo hostilizado por eles, o advogado teria ido até o amigo para se inteirar do fato e acabou sendo rendido por um PM, que o teria dado um “mata leão” e em seguida o algemado e o colocado no “chiqueirinho” da viatura, sozinho.

O advogado e o amigo teriam sido colocados separados, na cela do DP, sem qualquer tipo de informação sobre a prisão. Eles foram liberados, segundo consta, cerca de 3h30 após o registro da ocorrência.

Pelas imagens, o advogado sai sozinho. O amigo e um advogado saiu instantes antes e o aguardavam do lado de fora.

Ainda pelas imagens é possível ver o momento em que o advogado deixa a sala de espera da delegacia e se dirige a uma das saídas, quando é seguido por um PM que o ataca pelas costas e depois o atinge com um soco. Na sequência, ele é empurrado e cercado por outros PMs, recebendo mais socos e chutes. Ao menos seis policiais teriam participado da agressão.

As imagens também mostram que depois de escapar, ele atravessa a rua e manda beijos em direção aos policiais. “Vamos oficializar o comando da PM, para que nos ajude a identificar os envolvidos e assim podermos ouvir a todos”, disse Caviolla, frisando que o inquérito vai apurar se abuso de autoridade, lesão corporal e danos, já que o advogado afirma que o notebook dele foi danificado durante a ação. Além disso, a investigação também vai verificar sobre o desacato.

Em nota, a Polícia Militar informou que foi instaurou Inquérito Policial Militar para apurar os fatos e que todas as imagens serão analisadas.

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Adagoberto F. Baptista