Publicado 05 de Março de 2020 - 17h24

Por Adagoberto F. Baptista

Foto: Cedoc

Henrique Hein

Da Agência Anhanguera

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Campinas caiu 33 posições no ranking de gestão ambiental do Estado de São Paulo. Em 2018, a cidade ocupava o 8o lugar, com 91,58 pontos, e agora está na 41o colocação entre os 645 municípios paulistas, com 88,58 pontos no total. A classificação – que foi divulgado ontem – faz parte do Programa Município VerdeAzul, criado em 2007 pela Secretaria estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, com o objetivo de premiar os melhores desempenhos e estimular as prefeituras paulistas a executarem políticas públicas em favor do desenvolvimento sustentável.

A pontuação do ranking leva em consideração a qualidade dos serviços prestados em dez diretrizes da agenda ambiental de cada um dos municípios, abrangendo os seguintes temas estratégicos: município sustentável; estrutura e educação ambiental; conselho ambiental; biodiversidade; gestão das águas; qualidade do ar; uso do solo; arborização urbana; e esgoto tratado e resíduos sólidos. Cada uma das áreas leva uma nota de 0 a 10, totalizando, no final, no máximo, 100 pontos.

Antes do resultado, Campinas era o município paulista que mais tinha evoluído no ranking. Em 2013, a cidade ocupava o 220º lugar na classificação e, em 2017, chegou ao 5º lugar no ranking geral, tendo atingido a primeira colocação entre as cidades com mais de 500 mil habitantes e o primeiro lugar entre os 20 municípios da Região Metropolitana de Campinas. A cidade também chegou a alcançar a maior pontuação na Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos do PCJ (UGRHI), fazendo jus, pela primeira vez, ao prêmio governador André Franco Montoro.

Para Rogério Menezes, secretário municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas, o resultado obtido nessa edição do exame não é tão ruim quanto parece. Ele explica que uma coisa é fazer gestão ambiental em uma cidade de grande porte, como Campinas, e outra é fazer em pequenos municípios. “De uma nota de 91,5 para 88,7 não é uma queda considerável, é uma ótima nota pra uma cidade com mais de 500 mil habitantes. É o segundo lugar, só atrás de Ribeirão Preto. Pelo sétimo ano seguido, Campinas é certificada no programa Município VerdeAzul, com nota 88,7 (…) É seguir trabalhando pra se manter em patamares elevados, quase nota 9”, disse.

Premiação

O Governo do Estado de São Paulo anunciou ontem os prêmios às cidades líderes do ranking do Programa Município VerdeAzul 2019. O evento foi realizado no auditório Ulysses Guimarães, no Palácio dos Bandeirantes, na Capital. Ao todo, 92 cidades receberam certificação por notas acima de 80 pontos e 62 foram qualificadas ao obterem notas entre 60 e 79,9 pontos. São José do Rio Preto foi a campeã no ranking geral, totalizando 97 pontos, seguida por Bragança Paulista (94,74) e Novo Horizonte (94,23). Já as três piores cidades do Estado avaliadas foram: São Francisco (4,27), Ribeira (4,60), Jandira e Itaju (4,79).

Entre as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC), Itatiba foi quem obteve o melhor resultado no exame, na 19a colocação, como 91 pontos cravados. Vinhedo (90,63) e Americana (88,75), em 22o e 39o lugar, respectivamente, completam o pódio das melhores cidades da região. Campinas aparece logo atrás, em quarto lugar no ranking. O rótolo de pior cidade da região nessa edição ficou com Monte Mor, que computou apenas 7,39 pontos entre os 100 possíveis. No ranking geral, Monte Mor ficou na 562o colocação.

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Adagoberto F. Baptista