Publicado 04 de Março de 2020 - 17h24

Por Adagoberto F. Baptista

Pelo amor de Deus, confirmem com o Leandro se rolou mesmo a reconstiruição

Alenita Ramirez

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Foto: Leandro

A Polícia Científica realizou na noite de ontem a reconstituição sobre o crime que envolveu o jovem Gustavo Henrique da Silva, de 26 anos, neto do humorista e radialista Bambuzinho, o João Carlos da Silva, e um Guarda Municipal (GM), no dia 27 de janeiro deste ano, na Avenida José de Sousa Campos, a Norte-Sul, próximo ao Piscinão. O pedido foi feito pela Polícia Civil à Justiça, no final do mês passado.

A reprodução simulada começou por volta das 21h e foi realizada pela equipe da perita criminal Ana Cláudia Diez - um fotógrafo técnico pericial e um desenhista técnico pericial e acompanhada do delegado do Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP), Rui Pego e a equipe de investigação. Um dos investigadores fez o papel da vítima. O Garra deu suporte aos trabalhos.

A reconstituição foi realizada apenas com a versão do acusado, já que a polícia teve apenas a versão dele e não há testemunha ocular.

A opção de realizar a encenação neste horário é devido ao fato de o crime ter acontecido na madrugada e, em razão disso, a perícia vai verificar foco de visão entre outros detalhes. O acusado vai relatar à perita o ocorrido na data dos fatos, detalhadamente, no local dos fatos. Serão utilizados na reprodução simulada o mesmo veículo e a mesma arma.

Após a realização da perícia, Ana Cláudia confrontará a versão apresentada pelo acusado, com os laudos para verificar se a versão do GM é de fato à concedida à Polícia Civil. Até o fechamento desta edição, os trabalhos ainda eram realizados no local.

O corpo de Gustavo foi achado em uma vala na rotatória da Norte-Sul, no sentido Taquaral, após denúncia de um morador. O jovem tinha saído na noite do dia anterior para baladas em casa noturna no bairro Cambuí. Chegou a ligar para um funcionário do pai dizendo que estava em um posto de combustível e que tinha sido vítima de roubo. Mas não foi localizado pela família. O corpo foi achado na manhã do dia seguinte.

O esclarecimento do crime ocorreu quatro dias depois, após os policiais civis analisarem imagens e identificar a placa de um carro que passou no local. O veículo era de um GM. Ele confessou que o jovem estava embriagado, simulou assaltá-lo para o veículo, mas reagiu, atirando por três vezes sem direção. O guarda alegou que não sabia se havia atingido o jovem e chegou a fazer buscas no local, mas como não achou nada foi embora, sem avisar a corporação e pedir ajuda.

O GM foi afastado das ruas e colocado para fazer serviços administrativos, pela corporação. Até então, ele responde pelo crime em liberdade.

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Adagoberto F. Baptista